Papéis do Panamá

Líder do CDS-PP pede para separar "trigo do joio" em termos fiscais

Líder do CDS-PP pede para separar "trigo do joio" em termos fiscais

 

Lusa/AO Online   Regional   5 de Abr de 2016, 19:56

A líder do CDS-PP disse hoje que o seu partido está a acompanhar "com muita atenção" o escândalo internacional dos "Papéis do Panamá", defendendo a necessidade de separar "o trigo do joio" em termos de competitividade fiscal.

“É um tema preocupante, que não pode deixar ninguém indiferente. No CDS faremos o nosso trabalho para garantir que conseguimos separar o trigo do joio. Uma coisa é competitividade fiscal e outra é, a esse abrigo, termos a possibilidade de esconder atividades que têm na sua base crimes ilícitos, algo que não pode contar com nenhuma cobertura”, declarou Assunção Cristas aos jornalistas, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, Açores.

A partir da divulgação de milhões de documentos, que ficou conhecida como 'Papéis do Panamá', uma investigação jornalística detetou que milhares de empresas foram criadas em "offshores" e paraísos fiscais para centenas de pessoas administrarem o seu património, entre eles rei da Arábia Saudita, elementos próximos do Presidente russo, Vladimir Putin, o presidente da UEFA, Michel Platini, e a irmã do rei Juan Carlos e tia do rei Felipe VI de Espanha, Pilar de Borbón.

Assunção Cristas declarou, por outro lado, após um encontro com a direção da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada, no âmbito das jornadas parlamentares do CDS-PP/Açores, que não afasta a possibilidade da realização de uma revisão constitucional, afirmando que esta “não é um fim em si mesmo”.

A presidente do CDS-PP declarou que esta “será algo que poderá ser relevante” no quadro das matérias que forem identificadas como prioritárias para estudar nos próximos tempos, através do gabinete de estudos do partido.

“Nós estamos em período ordinário de revisão constitucional e, portanto, temos tempo. Não temos nenhuma urgência nesta matéria, queremos fazer as coisas bem feitas”, frisou a líder centrista.

Assunção Cristas defendeu ainda, no capítulo da revisão do sistema de pensões, que o PS “terá que refletir sobre a sua posição” nesta matéria, sendo convicção do partido de que “é preciso trabalhar para garantir aos mais novos e a quem está a meio da sua carreira contributiva que um dia poderão ter direito a uma reforma, em que moldes, como e com que garantias”.

A dirigente centrista preconizou, simultaneamente, a necessidade de garantir a quem está numa situação de reforma e de aposentação que “terá tranquilidade na sua velhice”.

“Quem está a meio da sua carreira contributiva já só tem uma previsão de ter provavelmente abaixo de 60 por cento daquilo que é o seu rendimento hoje quando chegar à altura da reforma. É preciso ganhar essa consciência e encontrar fórmulas e modos para que os mais novos também possam precaver o seu futuro e não serem apanhados desprevenidos”, concluiu Assunção Cristas.

 


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.