Líder do CDS-PP/Açores acredita na eleição de um deputado à AR este ano

Líder do CDS-PP/Açores acredita na eleição de um deputado à AR este ano

 

Lusa/AO Online   Regional   4 de Jun de 2015, 14:01

O líder do CDS-PP/Açores acredita que o partido poderá eleger um deputado à Assembleia da República este ano e garante que a decisão do PSD regional de não haver coligação no arquipélago não foi bem aceite por Passos Coelho.

Em entrevista à Lusa, na véspera do início do IX Congresso Regional do CDS-PP/Açores, Artur Lima reafirmou que tinha um pré-acordo de coligação no arquipélago com o PSD para legislativas e acrescentou que a decisão do presidente do PSD açoriano, Duarte Freitas, de o quebrar não foi bem aceite pelo líder nacional dos social-democratas, Passos Coelho.

"Não foi uma conversa, foi uma proposta, selada de aperto de mão. Para mim, vale mais do que uma escritura ou de que um papel. Chegámos até a discutir os lugares. O CDS iria em quarto lugar", salientou Artur Lima.

A 01 de maio, o PSD reuniu a sua comissão política regional e anunciou que os social-democratas haviam decidido, por unanimidade, concorrer sozinhos na região às eleições nacionais.

Artur Lima revelou nesse dia que tinha existido um pré-acordo de coligação entre os dois partidos, mas o líder do PSD/Açores, Duarte Freitas, desmentiu-o, alegando que existiram apenas "contactos".

Segundo Artur Lima, a sugestão de alargar a coligação eleitoral nacional aos Açores partiu dos líderes nacionais do PSD e do CDS-PP, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas.

"A notícia caiu com muito desagrado a nível nacional e o dr. Duarte Freitas sabe", salientou.

De acordo com Artur Lima, o líder do PSD/Açores contactou-o depois do congresso regional social-democrata e propôs-lhe uma coligação, num almoço, em Angra do Heroísmo.

"O CDS não ganhava nada em ir na coligação, apenas evitava que o PS conseguisse voltar a ter três deputados. Evitava o crescimento do PS e contribuía para a vitória da coligação a nível nacional", salientou, acrescentando que ficou acordado também que os dois partidos concorreriam separados nas legislativas regionais, em 2016.

Artur Lima disse que soube, duas semanas depois, pela comunicação social local, que não haveria coligação, acrescentando que o líder do PSD/Açores justificou a decisão com a impossibilidade de convencer a comissão política regional do partido.

"Se ele era a favor da coligação, como me disse, como é que anunciou que por voto secreto ela foi aprovada por unanimidade?", questionou, lamentando que Duarte Freitas tenha "faltado à sua palavra".

A concorrer sozinho, Artur Lima acredita que o CDS-PP/Açores poderá eleger um deputado à Assembleia da República nas eleições deste ano.

"Eu quando fui candidato, em 2011, ficámos a 600 e poucos votos de eleger. Julgo que os açorianos viram a diferença de ter um deputado do CDS da Madeira no continente. Defendeu a sua terra", salientou.

Para o líder regional centrista, os deputados regionais do PS e do PSD na Assembleia da República estão "enfeudados ao seu partido a nível nacional", mas no CDS há "autonomia" e, por exemplo, o deputado centrista eleito pela Madeira não foi penalizado por se ter abstido na votação do Orçamento do Estado.

PS e PSD nos Açores já apresentaram os cabeças de lista pelo círculo eleitoral dos Açores à Assembleia da República, mas Artur Lima diz que o CDS só vai escolher o seu cabeça de lista depois do congresso que arranca na sexta-feira, no Pico.

O líder do CDS-PP/Açores disse que preferencialmente o partido deverá concorrer sozinho, mas não exclui uma coligação com outro partido, uma vez descartada a hipótese de acordo com o PSD.

"Não vamos excluir à partida toda a gente, porque pode haver dados novos. Vamos tratar agora do congresso, a seguir tratamos da Assembleia da República, mas neste momento não temos nenhuma hipótese de coligação em aberto", salientou.

Uma aproximação a Mota Amaral, atual deputado eleito pelo PSD e excluído da lista do partido este ano, não está, no entanto, em cima da mesa.

"O dr. Mota Amaral é o um social-democrata convicto e não reúne grandes simpatias nas hostes do CDS", explicou, considerando, no entanto, que o afastamento do deputado social-democrata foi de uma "deselegância atroz".

"Não se faz isso a um homem, com os seus defeitos e com as suas virtudes, que se dedicou ao partido e que foi um vencedor nas últimas eleições", defendeu.

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