Líder da CGTP criticou actuação do PR perante a crise e não descartou greve geral

Líder da CGTP criticou actuação do PR perante a crise e não descartou greve geral

 

lusa   Nacional   29 de Mai de 2010, 22:35

O líder da CGTP, Carvalho da Silva, criticou hoje a atuação do Presidente da República perante a crise, exigiu que as medidas de austeridade apresentadas pelo Governo sejam revogadas e não descarta a possibilidade de uma greve geral.

“O Presidente da República assiste a tudo numa atitude de apoio implícito e, para compor a participação no cenário, vai fazendo discursos moralistas. Não é isto que precisamos. Precisamos de um Presidente que trate dos problemas com rigor e transparência”, afirmou.

Carvalho da Silva falava perante os cerca de 300 mil pessoas que, segundo números da CGTP, participaram na manifestação que aquela central sindical promoveu hoje em Lisboa.

Questionado pela Lusa fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP disse não dispor de dados sobre o número de manifestantes.

No discurso, o líder da CGTP não descartou a possibilidade de uma greve geral, afirmando que depende da atuação do Governo.

“O nosso compromisso é de adotar todas as formas de luta que a constituição consagra. Nenhuma será excluída e será sempre em função da atuação do Governo e do contexto político”, disse.

Carvalho da Silva criticou as medidas de austeridade apresentadas pelo Governo, afirmando que apenas prejudicam quem mais precisa e que “são contrárias às necessidades e interesses dos trabalhadores”.

“Temos de agir com todas as forças contra as medidas anunciadas, para que muitas delas sejam revogadas”, sublinhou.

Perante os aplausos da multidão, Carvalho da Silva criticou ainda os partidos de direita e apelou aos jovens para terem confiança e força para lutar por um país melhor.

“A juventude tem de estar sempre presente nas grandes transformações da sociedade. Contamos convosco”, afirmou.

Carvalho da Silva propôs cortes nas parcerias público-privadas e o combate à fraude e à evasão fiscal como medidas para sair da crise.

A dinamização da indústria e de todo o setor produtivo, o estímulo à economia interna e o combate à economia paralela e à corrupção foram outras medidas apresentadas.

Criticando as afirmações do líder da UGT, João Proença, de que esta manifestação irá prejudicar a imagem de Portugal no estrangeiro, Carvalho da Silva apelou a todo o movimento associativo para se unir e lutar pela mudança.

Quando o líder da CGTP iniciou o seu discurso ainda estavam pessoas a chegar ao Marquês de Pombal para participar na manifestação.


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