Liberdade é direito irrenunciável diz o Patricarca de Lisboa

Liberdade é direito irrenunciável diz o Patricarca de Lisboa

 

Lusa/AO Online   Nacional   11 de Jan de 2015, 19:13

O patriarca de Lisboa afirmou hoje que os direitos à liberdade e à responsabilidade de expressão "são irrenunciáveis", no dia em que a França saiu à rua em solidariedade com as vítimas do ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo.

Manuel Clemente disse, em declarações ao jornal diocesano Voz da Verdade, que é "importante que a sociedade se manifeste e se insurja contra algo que é intolerável".

Para o patriarca de Lisboa, "existem, nas sociedades europeias e noutras sociedades do mundo, conquistas que são irrecusáveis e que têm a ver com os direitos humanos, onde está o direito à vida, à liberdade e à responsabilidade de expressão e o direito a ser considerado naquilo que são as convicções e na expressão das ideias".

Esses direitos, assinalou, "que são também deveres, são irrenunciáveis".

As declarações, reproduzidas no portal do Patriarcado de Lisboa, foram proferidas por Manuel Clemente na Nazaré, à margem da visita pastoral à vigaria de Alcobaça-Nazaré.

Mais de três milhões de pessoas manifestaram-se hoje, em vários pontos de França, nomeadamente a capital, num gesto de solidariedade com as vítimas do ataque ao Charlie Hebdo.

Desde quarta-feira, registaram-se três incidentes violentos em Paris, incluindo um sequestro, que, no total, fizeram 20 mortos e começaram com o ataque ao jornal satírico.

Depois de dois dias em fuga, os irmãos Said Kouachi e Cherif Kouachi, de 34 e 32 anos, apontados como autores do atentado, foram mortos na sexta-feira na sequência do ataque de forças de elite francesas a uma gráfica, em Dammartin-en-Goële, nos arredores da cidade, onde se barricaram.

Na quinta-feira, foi morta uma agente da polícia municipal, a sul de Paris, tendo a polícia estabelecido "uma conexão" entre os dois jihadistas suspeitos do atentado ao Charlie Hebdo e o presumível assassino.

Na sexta-feira, ao fim da manhã, cinco pessoas foram mortas num supermercado de artigos judaicos, do leste de Paris, numa tomada de reféns, incluindo o autor do sequestro, que foi igualmente morto durante a operação policial.



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