Liberais e Verdes preveem negociações difíceis na Alemanha

Liberais e Verdes preveem negociações difíceis na Alemanha

 

Lusa/AO online   Internacional   25 de Set de 2017, 15:03

Os líderes do Partido Liberal (FDP) e dos Verdes manifestaram abertura para integrar uma coligação liderada pela União Democrata-Cristã (CDU) de Angela Merkel, mas advertiram que há diferenças políticas entre ambos que vão complicar as negociações.

A CDU venceu as legislativas de domingo na Alemanha com 33% dos votos.

O Partido Social-Democrata (SPD, 20,5%), seu parceiro de coligação dos últimos quatro anos, anunciou que não pretende repetir a "grande coligação" e quer antes liderar a oposição.

A CDU afastou quaisquer conversações com a extrema-direita da Alternativa para a Alemanha (AfD, 12,6%)) ou a extrema-esquerda do Die Linke (9,2%), pelo que a alternativa é a "coligação Jamaica", assim chamada porque as cores da bandeira jamaicana são as mesmas dos três partidos: CDU (preto), FDP (amarelo) e Verdes (verde).

A CDU elegeu 246 dos 703 deputados do parlamento federal (Bundestag), o FDP 80 e os Verdes 67.

O líder do FDP, Christian Lindner, afirmou hoje à imprensa que o partido está disposto a negociar e a assumir responsabilidades, mas acrescentou que o seu objetivo é "mudar a orientação da política" e marcar diferenças.

Se o novo Governo quiser seguir a linha do anterior, em que a CDU estava coligada com o SPD, os Liberais preferem estar na oposição, disse Lindner, que descreveu o seu partido como "a força do centro".

Negociar com os Verdes, prosseguiu Lindner, será difícil, sobretudo devido às diferenças na área ambiental. Para o FDP, a atual política não é sustentável económica, ecológica ou socialmente e deve ser corrigida.

Os cabeças de lista dos Verdes, Katrin Göring-Eckardt e Cem Özdemir, asseguraram também hoje que aceitam conversar "com responsabilidade e seriedade" com conservadores e liberais, mas preveem negociações "muito difíceis".

Política ambiental, justiça social e solidariedade europeia são, para os Verdes, as questões centrais.



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