Lesados do Banif querem ouvir Banco de Portugal e ex-ministra das Finanças em tribunal

Lesados do Banif querem ouvir Banco de Portugal e ex-ministra das Finanças em tribunal

 

Lusa/AO Online   Economia   17 de Out de 2017, 13:42

A Alboa - Associação de Defesa dos Lesados do Banif quer ouvir em tribunal, como testemunhas, um vice-governador do Banco de Portugal, a anterior ministra das Finanças, o ex-presidente executivo do banco Jorge Tomé e o comentador António Costa.


O diretor de informação da TVI, Sérgio Figueiredo, apresentou-se hoje no Tribunal de Cascais para ser ouvido, a propósito da notícia sobre os problemas do Banif, dias antes da resolução do banco, num processo movido pela Alboa, mas não prestou declarações à juíza.

Nesse sentido, a defesa da Alboa requereu então ouvir como testemunhas Pedro Duarte Neves, anterior vice-governador do Banco de Portugal (BdP) responsável pela supervisão, e que "assinou a deliberação que levou à resolução do Banif", a ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque, para explicar a situação exata do banco à data da notícia, Jorge Tomé, ex-presidente executivo do Banif, e o jornalista António Costa, que comentou a notícia da TVI minutos após a sua divulgação em rodapé.

No entanto, a juíza indeferiu este pedido da defesa da Alboa, que vai reclamar desta decisão - tendo 10 dias para o fazer.

A próxima audição, no âmbito do debate instrutório deste caso, ficou marcada para as 10:00 de dia 15 de novembro no Tribunal de Instrução de Cascais.

A TVI noticiou em 13 de dezembro de 2015 (um domingo à noite) que o Banif ia ser alvo de uma medida de resolução.

A notícia terá precipitado a corrida aos depósitos, cuja fuga foi próxima de mil milhões de euros na semana seguinte, segundo revelaram na Assembleia da República vários responsáveis no âmbito da comissão parlamentar de inquérito ao Banif.

Em 20 de dezembro de 2015, uma semana depois, o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da atividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros ativos - incluindo 'tóxicos' - para a nova sociedade veículo.



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