Lançado concurso para centro de acolhimento aos sem-abrigo de 3ME em Ponta Delgada


 

LUSA/AO online   Regional   9 de Set de 2015, 19:36

O Governo dos Açores vai investir três milhões de euros num centro de acolhimento temporário de sem-abrigo, em Ponta Delgada, um equipamento com 60 camas e oficinas para formação que deverá estar em funcionamento em 2017

O anúncio do concurso público relativo à obra, lançado pela Cáritas (uma das três instituições responsáveis pela gestão do espaço, a par da Associação Novo Dia e do Instituto de Ação Social da região), foi hoje publicado em Diário da República. A intenção de construir o centro, que vai aumentar a atual capacidade de resposta nesta área, tinha sido anunciada já em 2013.

Em comunicado, o executivo açoriano referiu que o equipamento, inscrito na Carta Regional de Obras Públicas, terá 90 vagas – 60 em situação de acolhimento emergente ou temporário e as restantes 30 em formação – e que a empreitada tem um prazo de execução de 18 meses, sendo financiada pela Secretaria Regional da Solidariedade Social.

Em declarações à Lusa, Paulo Fontes, da direção da Novo Dia, explicou que em causa estão 30 camas a serem geridas pela associação (que atualmente dispõe de 15 num edifício alugado) e outras 30 pela Cáritas da ilha de São Miguel, além de oficinas de restauração onde os utentes participam em atividades de restauração, numa fase vocacionada já para a reintegração social.

O acolhimento de emergência refere-se a situações que vão surgindo no dia-a-dia e o temporário implica já um acordo com o utente, que deixa de estar na rua. O acompanhamento é feito com o apoio de parceiros sociais.

O centro, a “primeira obra de raiz” para o apoio aos sem-abrigo na cidade, vai ser instalado num terreno da Cáritas e para o seu funcionamento as associações contam com apoios públicos.

Segundo Paulo Fontes, estima-se que a obra possa arrancar entre o final de 2015 e o início de 2016.

O responsável explicou que o número de sem-abrigo não tem vindo a aumentar, mas destacou que há muitos casos de pessoas em situação precária e de consumidores de droga, havendo ainda “muito trabalho a fazer na parte da inserção”.

A grande maioria dos utentes das valências de acolhimento são homens, de várias idades, mas ultimamente têm surgido mais casos de jovens entre os 18 e 20 anos, embora estas sejam situações mais temporárias.


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