Lajes: PSD/Açores destaca “dissonância grave” entre governos regional e central

Lajes: PSD/Açores destaca “dissonância grave” entre governos regional e central

 

Lusa/AO online   Regional   16 de Nov de 2017, 18:37

O presidente do PSD/Açores destacou esta quinta-feira a “dissonância grave” entre as declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros e do presidente do Governo Regional, considerando que as matérias relacionadas com a base das Lajes são “um assunto de Estado”.


“Eu gostaria de fazer um comentário em nome do PSD/Açores sobre a dissonância grave que existiu hoje entre aquilo que foram as afirmações do ministro Santos Silva e aquilo que foram as afirmações do doutor Vasco Cordeiro”, disse Duarte Freitas.

Considerando a base das Lajes como “um assunto de Estado, da maior importância para Portugal e para os Açores, e haver dois representantes a este nível do Estado português que têm afirmações tão díspares não deixa de ser preocupante”.

Na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, anunciou no parlamento que o orçamento da Defesa dos Estados Unidos da América (EUA) recomenda ao Pentágono que analise “usos adicionais para a presença militar” norte-americana na base das Lajes, nos Açores.

“É já conhecido o texto que resulta do trabalho conjunto entre a Câmara de Representantes e o Senado para o orçamento da Defesa norte-americana para o próximo ano, justamente a expressão usos adicionais para a base das Lajes está presente”, anunciou o ministro, acrescentando que o orçamento “vai recomendar ao Departamento da Defesa, ao Pentágono, que examine usos adicionais para a presença militar na base das Lajes em apoio às missões de segurança nacional dos EUA”.

Hoje, o presidente do governo açoriano defendeu rigor na questão da base das Lajes, referindo não ser verdade que o orçamento de Defesa norte-americano para 2018 estabeleça a possibilidade de “usos adicionais”.

“O que me parece importante é sermos rigorosos na análise desta questão, como acredito que é intenção de todos, e para sermos rigorosos o que é preciso dizer é que não é verdade que o orçamento da Defesa dos Estados Unidos para 2018 estabeleça essa possibilidade de usos adicionais”, declarou.

O líder regional do PSD, maior partido na oposição nos Açores, salientou ser fundamental que os dois executivos “se sintonizem de novo relativamente a esta matéria, mas tão ou mais importante que isso”, é que “o Governo Regional, também dentro da sua própria estrutura, esteja sintonizado”.

Para Duarte Freitas, “não pode um membro do Governo dos Açores andar a oferecer casas que são dos americanos para projetos na ilha Terceira” quando é do conhecimento dos dois governos que “as casas dos americanos - que já quiseram entregar a Portugal várias vezes e que nunca foram aceites e bem – são talvez uma das principais mais-valias” que a região tem para “garantir alternativas futuras para a base”.

O dirigente refere-se a um vídeo promocional do projeto “Terceira Tech Island”, onde surge o vice-presidente do Governo Regional, Sérgio Ávila, a anunciar que a ilha tem cerca de 400 casas para disponibilizar.

O presidente do PSD/Açores considerou que o chefe da diplomacia portuguesa “já demonstrou muita ligeireza” sobre as Lajes, exemplificando com o Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira (PREIT), para reduzir o impacto socioeconómico da saída norte-americana das Lajes, quando disse que o documento “nada valia”.




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