Lajes: Portugal e EUA comprometidos sobre questões ambientais e de saúde

Lajes: Portugal e EUA comprometidos sobre questões ambientais e de saúde

 

Lusa/AO online   Regional   24 de Mai de 2018, 11:43

Portugal e Estados Unidos comprometeram-se na quarta-feira em “analisar e intervir em conjunto sobre as consequências ambientais e para a saúde pública” do uso militar da base das Lajes, nos Açores, disse esta quinta-feira o chefe da diplomacia portuguesa.

O “compromisso de continuar o trabalho na área de descontaminação ambiental” é uma das principais conclusões da reunião da comissão bilateral permanente entre os dois países, que decorreu na quarta-feira em Washington, afirmou esta quinta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros.

A comissão bilateral “tomou muito boa nota de avanços práticos e consistentes que ocorreram neste semestre”, disse Augusto Santos Silva, questionado sobre os resultados desta reunião à margem da abertura da conferência “Europe as a Global Actor”, no ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa.

A declaração da reunião, que deverá ser divulgada ainda hoje, “é muito clara sobre os compromissos das duas partes para analisarem em conjunto e intervirem, se for esse o caso, as consequências do ponto de vista ambiental e para a saúde pública do uso da base”.

Santos Silva comentou que, há um ano, Lisboa e Washington não tinham chegado a acordo em sede de comissão bilateral permanente, mas esse impasse foi desbloqueado, nomeadamente “pela ação muito valiosa, entre outros, do atual embaixador norte-americano em Lisboa”, George E. Glass.

A comissão bilateral de dezembro passado “já decorreu noutro clima” e “este clima foi consolidado ontem [quarta-feira] em Washington”.

Em comunicado divulgado hoje, o presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, valorizou o que diz ser uma "ação mais diligente, mais concreta e mais efetiva" dos Estados Unidos da América em torno do processo de descontaminação na ilha Terceira.

"Em relação à questão ambiental, que é a principal questão que se coloca neste momento, foram apresentados dados que dão conta de uma ação mais diligente, mais concreta e mais efetiva do que aquilo que até aqui estava a ser feito”, os quais necessitam, agora, de validação técnica e científica", adiantou o governante, citado numa nota do executivo da região divulgada após a reunião de quarta-feira da comissão bilateral permanente.

Em causa está a contaminação de solos e aquíferos provocada pela Força Aérea norte-americana na base das Lajes, identificada em 2005 pelos próprios norte-americanos e confirmada, em 2009, pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).



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