Killimanjaro e Oliver Tree Dance são cabeças de cartaz do festival Azure


 

Lusa/AO online   Cultura e Social   14 de Jul de 2016, 11:24

A 9ª edição do festival Azure arranca na sexta-feira, na ilha Terceira, com Killimanjaro e Oliver Tree Dance como cabeças de cartaz, mantendo o estilo alternativo e a preocupação com o ambiente.

 

"Ainda hoje, acaba por ser um dos poucos eventos da região que realmente tem uma oferta alternativa, a par da Maré de Agosto, que acabou por ser uma influência para nós", salientou, em declarações à Lusa, Miguel Linhares, presidente da Jaçor, associação que organiza o festival.

Em 2007, quando um grupo de jovens organizou o primeiro festival Azure a ideia era colmatar uma lacuna na oferta de palcos para bandas locais e, ao mesmo tempo, apostar num cartaz alternativo às bandas mais comerciais que atuam nas festas concelhias da região.

Miguel Linhares é atualmente o único membro da direção da Jaçor que integrou o grupo fundador do festival e, apesar de satisfeito com afirmação do Azure nos Açores, lamenta a falta de "reconhecimento", que se reflete nos escassos apoios financeiros.

"Continuamos a ser um festival importante, continuamos a levar os jovens ao recinto, continuamos a trazer artistas diferentes, pela primeira vez à ilha, e a ter uma oferta cultural diversificada, com imensos artistas locais, mas parece que entrámos um pouco no esquecimento. Aflige-nos um pouco isso quando vemos que em outras ilhas, como em São Miguel, há eventos que recebem apoios de entidades públicas na ordem dos 200 mil euros e nós andamos aqui a pedir migalhas e elas não caem", frisou.

A angariação de verbas tem-se mostrado "extremamente difícil" e, em 2014, a organização decidiu mesmo não realizar o Azure.

"Estamos a fazer um festival com orçamentos ridículos. O ano passado o festival custou 11 mil euros. Isto nem dá para pagar as licenças de outros festivais que se fazem na região. Este ano, andará à volta dos 15 mil euros", adiantou Miguel Linhares.

A "engenharia financeira" obriga a que se poupe em tudo o que é possível e já levou à redução de três para dois dias de festival, mas a falta de investimento em promoção levou a uma quebra no número de festivaleiros de fora da ilha Terceira.

"Em 2011, que foi talvez o ano em que apostámos mais em promoção exterior, recebemos mais público do exterior. Só de São Miguel tinha à volta de 300 e tal pessoas, o que já é significativo, para além de pessoas de outras ilhas e do continente", salientou o presidente da Jaçor.

No ano passado, o festival mudou de recinto para a Zona de Lazer de Santa Bárbara, no concelho de Angra do Heroísmo, mas manteve o conceito inicial, que promove o contacto com a natureza.

Ao longo de nove anos, o festival manteve também a preocupação com a sensibilização para a preservação do ambiente, visível, por exemplo, no quiosque oficial do evento, construído com mais de 30 mil garrafas de plástico vazias.

Este ano, o festival vai contar com a presença do movimento "Portugal Sem Beatas", para tentar incentivar um público, maioritariamente jovem, a não deitar beatas de cigarros para o chão.

Pelos palcos do Azure vão passar também o DJ lisboeta Zeder e os locais Rush Rap, Zaigen, Macow & Gonga, Hugo 3M, João Luís, Oliver T, Mary Jane, Luís Bravo, Trasher, Brotherson Dish, Psytoon e Lino, bem como Palha d'Aço, João Santos, Susana Coelho e João Félix.

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