Kiev, Berlim, Paris e Moscovo pedem "aplicação rigorosa" dos acordos de Minsk

Kiev, Berlim, Paris e Moscovo pedem "aplicação rigorosa" dos acordos de Minsk

 

Lusa/AO online   Internacional   24 de Fev de 2015, 14:14

Os governos da Alemanha, França, Ucrânia e Rússia voltaram esta terça-feira a pedir "a aplicação rigorosa dos acordos de Minsk" no leste da Ucrânia, numa altura em que se registam ataques dos separatistas a Mariupol.

 

"Apelamos à aplicação rigorosa de todas as disposições dos acordos de Minsk, a começar por um cessar-fogo total e pela completa retirada do armamento pesado", lê-se numa declaração conjunta dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos quatro países, divulgada após uma reunião de três horas em Paris.

"Pedimos o reforço da missão especial de observação da OSCE (Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa) e pedimos a extensão do seu mandato com pessoal, equipamento e financiamento suplementares", acrescenta o texto, lido à imprensa pelo ministro francês, Laurent Fabius.

A declaração prossegue pedindo a todas as partes que "garantam o acesso total dos observadores" da OSCE a todas as zonas, para que possam "cumprir o seu mandato", designadamente "a verificação da retirada das armas pesadas".

Os ministros pedem também às forças no terreno "um acesso sem restrições da ajuda humanitária a todas as zonas".

Segundo um diplomata ucraniano próximo das conversações, citado pela agência France Presse sob condição de anonimato, a Rússia "não queria este encontro" de Paris, mas Kiev considera "importante manter a pressão política" do Ocidente sobre Moscovo.

A Ucrânia e os seus aliados ocidentais acusam a Rússia de apoiar os separatistas pró-russos com armas e tropas, o que é negado por Moscovo.

As autoridades ucranianas e os separatistas assinaram os chamados acordos de paz de Minsk a 12 de fevereiro na capital da Bielorrússia, com a mediação da chanceler alemã, Angela Merkel, do Presidente francês, François Hollande, e do Presidente russo, Vladimir Putin.

Nos termos desses acordos, foi decretado um cessar-fogo a 15 de fevereiro, mas ele foi seguido de uma ofensiva dos separatistas à cidade estratégica de Debaltseve, que as tropas ucranianas acabaram por abandonar.

Nos últimos dois dias, por outro lado, Kiev tem denunciado a mobilização de tropas e armamento dos separatistas junto à cidade portuária de Mariupol e da ocorrência, hoje, de nove incidentes envolvendo "disparos de tanque, morteiro e armas ligeiras" contra posições ucranianas nos arredores da cidade.

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