Juros exigidos pelos investidores caem depois de acordo no Orçamento


 

Lusa/AO Online   Economia   1 de Nov de 2010, 09:58

Os juros exigidos pelos investidores no mercado para comprar dívida pública portuguesa estão hoje a diminuir nos títulos com maturidades a dois, cinco e dez anos, na primeira sessão após o acordo para viabilizar o Orçamento.

Os investidores estão a exigir um juro de 5,868 por cento para comprar dívida portuguesa a dez anos, uma melhoria ligeira face ao valor de sexta feira, que encerrou nos 5,952 por cento, depois de três dias a subir.

No caso da dívida a cinco anos, os juros exigidos também baixam ligeiramente para os 4,592 por cento, de 4,638 por cento registadas na sexta feira.

Queda semelhante verifica-se nos títulos com maturidade a dois anos, cujos juros baixam para 3,171 por cento, de 3,252 por cento em que encerrou na última sessão.

O ‘spread’ face aos títulos alemães com semelhantes maturidades (referencial da zona euro) agrava-se, fruto de uma melhoria mais pronunciada nos juros exigidos pela compra de dívida da maior economia europeia.

Nos títulos com maturidade a dez anos, o ‘spread’ atingia os 345,1 pontos base (de 338,9 da sessão anterior), a cinco anos os 294 pontos base (de 291,83) e a dois anos 226,3 pontos base (de 221,81 pontos).

Esta é a primeira sessão desde que Governo e PSD chegaram a um entendimento, que permitirá viabilizar o orçamento do Estado para 2011, tanto na generalidade (que se vota na próxima quarta feira), como na especialidade (cuja votação ocorre apenas na próxima semana).

Os juros estavam a descer, de níveis superiores a seis por cento, até ao final da sessão de terça feira passada.

Na quarta feira, Governo e PSD suspenderam as negociações com vista à obtenção de uma garantia de viabilização prévia do documento pelo PSD, tendo os mercados voltado a penalizar a dívida portuguesa até ao final de sexta feira.

Com o acordo alcançado na noite de sexta feira, entre a delegação do PSD liderada por Eduardo Catroga e a delegação socialista, liderada pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, os mercados estão a aliviar de forma ligeira a pressão, neste primeiro dia de negociações após o anúncio público do entendimento entre as duas partes.


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