Jovens escolhem Portugal para trabalho voluntário em projectos comunitários


 

Lusa/AO Online   Nacional   14 de Ago de 2010, 11:06

Perto de 700 jovens de diferentes países de todo o mundo escolheram Portugal para trabalhar voluntariamente durante as férias de verão em dezenas de projetos comunitários espalhados por todo o país.

Prestam serviço às comunidades locais ao mesmo tempo que conhecem novas culturas, uma experiência proporcionada pelos Campos de Trabalho Internacionais (CTI) que se realizam em Portugal há 20 anos através do Instituto Português da Juventude (IPJ).

O programa, integrado numa rede de parceiros à escala mundial, permite também aos jovens portugueses participarem nos campos do seu país ou de outros países por todo o mundo em projetos idênticos.

Em Portugal, o IPJ aumentou este verão a oferta, passando de 32, em 2009, para 39 CTI, de norte a sul do país, que decorrem entre junho e setembro e têm as vagas praticamente preenchidas, segundo disse à Lusa o vice presidente do IPJ, Luís Mendes Alves.

Cada campo tem em média 20 vagas procuradas por jovens, entre os 18 e 30 anos, da Coreia do Sul, Japão, Turquia, Rússia, Polónia, Alemanha, Grécia, Itália, França, República Checa, Sérvia ou México.

De acordo com o responsável do IPJ, alguns países africanos começam também a aderir.

Os campos de trabalho têm a duração de 20 dias e só os que estão previstos para setembro apresentam ainda algumas vagas disponíveis.

Nestes campos os jovens prestam serviços em projetos desenvolvidos por associações ou outras coletividades locais e os da área do ambiente são “os mais mobilizadores da vontade da juventude”, de acordo com Luis Mendes Alves.

Entre os diversos programados do IPJ para ocupação dos tempos livres ou férias dos jovens, este constitui “uma oferta diferenciada dos outros porque tem uma dimensão de trabalho que associa a um conjunto de valores e objetivos perseguidos” pelo IPJ.

A solidariedade, o espírito altruísta, o conhecimento de outras culturas são alguns desses valores apontados pelo vice-presidente, que ressalva que o trabalho não é a única componente destes campos.

“Têm também uma dimensão cultural”, sublinhou, já que proporcionam contacto com a população e com as realidades locais, passeios e outras actividades lúdicas.

OS CTI portugueses estão distribuídos de Viana do Castelo a Faro, incluindo as maiores cidades como Lisboa e o Porto, e abrangem projetos que vão da recuperação ambiental, à arqueologia, tradições, património, desporto, interculturalidade, juventude ou desenvolvimento local.


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