Jovem paquistanesa queimada viva por rejeitar pedido de casamento


 

Lusa/AO Online   Internacional   30 de Jun de 2014, 06:54

Uma jovem de 18 anos morreu no Paquistão, depois de ser queimada viva por um homem que queria casar com ela, mas cuja proposta foi rejeitada, disse hoje a polícia.

No sábado, Sidra Shaukat encontrava-se sozinha em casa dos pais, numa localidade próxima da cidade de Toba Tek Singh, quando Fayyaz Aslam, de 22 anos, entrou na residência, regou a jovem com petróleo e pegou-lhe fogo, disse um responsável da polícia Mohammad Akram à agência noticiosa francesa AFP.

"Ela foi levada para um hospital local, que a transferiu para o hospital central, mas morreu antes de chegar ao local", afirmou Akram.

O agressor foi detido e acusado, acrescentou.

Na quinta-feira, Maafia Bibi, de 17 anos, e o marido de 31 Muhammad Sajjad foram mortos à facada pelo pai da jovem, dois tios, avô e mãe por terem casado contra a vontade da família.

O homicídio ocorreu numa aldeia nos arredores da cidade de Daska, a 162 quilómetros a leste de Islamabad.

Em maio, Farzana Parveen, de 25 anos e grávida de três meses, foi agredida até à morte no exterior de um tribunal, na cidade oriental de Lahore, por familiares, num caso noticiado em todo o mundo.

Farzana Parveen tinha ido ao tribunal para testemunhar a favor do marido, acusado pelos familiares de a ter raptado e obrigado a casar com ele.

No ano passado, 869 mulheres foram mortas em "crimes de honra", de acordo com a comissão independente dos direitos humanos do Paquistão.


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