Jovem morto por tigre era descendente de açorianos

Jovem morto por tigre era descendente de açorianos

 

Lusa/AO   Regional   28 de Dez de 2007, 08:49

Carlos Sousa Júnior, 17 anos e filho de pai português da ilha do Pico, Açores, e mãe brasileira, ambos emigrantes nos Estados Unidos, morreu no dia de Natal quando visitava, juntamente com dois amigos, o Jardim Zoológico de São Francisco e foi atacado por um tigre que escapou da sua jaula.

Profundamente abalado, o pai do jovem, Carlos Sousa, adiantou que vai contactar um advogado para o ajudar no apuramento das responsabilidades pelo sucedido.
O director do jardim zoológico nos Estados Unidos onde um tigre matou um jovem luso-descendente há três dias admitiu ontem que o muro da jaula do animal tem altura abaixo da recomendada.

    Segundo o responsável do Zoo de São Francisco, Manuel A. Mollinedo, o muro tinha 3,8 metros de altura, quando a Associação de Zoos e Aquários norte-americana, o principal organismo acreditado nos Estados Unidos para este tipo de recintos, recomenda, no mínimo, vedações de cinco metros de altura para jaulas de tigres.

    Manuel A. Mollinedo alegou, no entanto, que inspectores da associação examinaram há três anos o muro sem que tivessem feito reparos à sua altura.

    "Quando a Associação de Zoos e Aquários veio e inspeccionou o nosso zoo há três anos não notou que havia uma deficiência", sustentou.

    "Obviamente que agora que algo aconteceu vamos rever a altura [do muro]", acrescentou Mollinedo, depois de, na quarta-feira, ter afirmado que a vedação tinha 5,5 metros de altura.

    As declarações do director do Zoo de São Francisco, citadas pela agência noticiosa norte-americana Associated Press, são conhecidas no mesmo dia em que o pai do jovem morto pelo tigre admitiu à Lusa que está a ponderar processar os responsáveis daquele espaço.

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