Jovem dos Açores cria queijo com água mineral azeda das Furnas

Jovem dos Açores cria queijo com água mineral azeda das Furnas

 

LUSA/AO Online   Regional   14 de Ago de 2016, 15:07

Uma jovem de 17 anos criou uma unidade que está a produzir um queijo de forma artesanal, tendo como ingredientes o leite e a água mineral azeda do vale das Furnas, na ilha de São Miguel, Açores.

“Não queríamos produzir mais um queijo, mas sim um produto único. Há milhares de queijos no mundo e decidimos dar um toque de genuinidade ao nosso”, disse hoje à agência Lusa Paula Rego, a jovem empreendedora da freguesia das Furnas, concelho da Povoação. A jovem estudante afirmou que para se chegar à água mineral adequada para o fabrico do Queijo do Vale foram testadas cinco opções, num processo que contou com o apoio técnico e científico do Instituto de Inovação Tecnológica dos Açores (INOVA). Existem várias dezenas de águas minerais no vale das Furnas, um dos locais turísticos mais procurados dos Açores, onde se realizam os tradicionais cozidos no solo, com recurso a fluxos geotérmicos. Paula Rego adiantou que esta foi a forma encontrada de gerar uma mais-valia para a exploração agrícola da família, face às dificuldades que os produtores estão a enfrentar na sequência do fim das quotas leiteiras por parte da União Europeia. A jovem, que não beneficiou de qualquer apoio financeiro, afirmou que a procura “tem sido muito boa” e já vendeu cerca de três mil queijos em pouco mais de três semanas de produção, o que se justifica, na sua leitura, com o facto de ser um produto novo e diferente no mercado. Paula Rego explicou que o Queijo do Vale tem cinco variedades - meia cura, amanteigado, com orégão, tomilho e alho - nos formatos de 250 gramas, 500 gramas e um quilo. “Os turistas adoram o nosso queijo. Provam primeiro a água azeda e depois, quando são confrontados com o queijo banhado na água, deliciam-se”, afirmou. Após consolidar o mercado regional, a jovem das Furnas pretende exportar para os Estados Unidos, país do qual já recebeu propostas, bem como chegar ao mercado nacional. A aluna da Escola Profissional de Vila Franca do Campo, para além da queijaria, quer ainda desenvolver um outro projeto para aproveitar a matéria-prima que não é usada na conceção do queijo, produzindo queijada, iogurte e gelados. Apesar de ter vários projetos que pretende materializar, Paula Rego não quer abdicar de continuar a ordenhar as vacas do pai, tarefa que realiza desde a infância.


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