José Sócrates em liberdade

José Sócrates em liberdade

 

Lusa/AO Online   Nacional   16 de Out de 2015, 18:13

O ex-primeiro-ministro José Sócrates foi libertado hoje, embora fique proibido de se ausentar de Portugal e de contactar com outros arguidos do processo da "Operação Marquês", informou o Ministério Público (MP).

 

Também o empresário Carlos Santos Silva, amigo de longa data do ex-primeiro ministro socialista e arguido na “Operação Marquês”, viu alterada a medida de coação, deixando de estar em prisão domiciliária, refere uma nota da Procuradoria-Geral da República (PGR).

“O MP promoveu, e o Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) deferiu, que a medida de coação de obrigação de permanência na habitação, aplicada a José Sócrates e a Carlos Santos Silva, seja substituída pela proibição de ausência do território nacional, sem prévia autorização, e pela proibição de contactos, designadamente com outros arguidos no processo”, acrescenta a nota da PGR.

Ao tomar esta iniciativa, o MP considerou que se mostravam “consolidados os indícios recolhidos nos autos, bem como a integração jurídica dos factos imputados”, o que, na atual fase da investigação, “diminuiu a suscetibilidade de perturbação da recolha e da conservação da prova”.

Considera-se que esses perigos e a eficácia das diligências a desenvolver podem ser acautelados com a aplicação de medidas de coação menos gravosas do que as até aqui impostas a estes arguidos, conclui a nota da PGR.

Contactado pela agência Lusa, João Araújo, advogado de José Sócrates, disse que a decisão surge “tarde e más horas” e que agora vai ler o despacho que possibilitou a libertação do seu constituinte.


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