José Manuel Bolieiro remete para mais tarde decisão sobre candidatura às autarquicas

José Manuel Bolieiro remete para mais tarde decisão sobre candidatura às autarquicas

 

Lusa/AO online   Regional   29 de Out de 2012, 08:43

O presidente da Câmara de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, que substituiu Berta Cabral quando esta se candidatou à liderança do Governo Regional dos Açores, recusa-se para já a esclarecer se vai a votos nas autárquicas de 2013.

Questionado  sobre as eleições autárquicas do próximo ano, o autarca remeteu para mais tarde a decisão sobre uma possível candidatura.

“Eu já tomei a minha decisão pessoal, que é dedicar-me exclusivamente à função de presidente da câmara, por isso não quis integrar a lista de candidatos a deputados do meu partido”, nas eleições regionais de 14 de outubro, frisou.

Acrescentou que “a seu tempo" tomará uma decisão quanto às autárquicas.

O concelho de Ponta Delgada tem 24 freguesias, onde vivem cerca de 66 mil pessoas, sendo liderado por autarcas eleitos pelo PSD há 19 anos consecutivos.

Referindo-se ao ano que passará à frente da Câmara de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro lembrou que em 2013 a autarquia contará com um orçamento municipal reduzido por força dos cortes anunciados nas transferências do Orçamento do Estado.

Face a isso, o autarca social-democrata considerou prioritário “diminuir o circo para garantir o pão” dos munícipes, comprometendo-se com um “mandato focado nas pessoas, na qualificação e na reabilitação da vida urbana e rural”.

“Ponta Delgada é o grande centro urbano e da economia dos Açores”, salientou José Manuel Bolieiro, que, perante as restrições e dificuldades que se perspetivam, quer "aprofundar” as sinergias entre a administração local, regional e nacional, bem como entre entidades públicas e privadas.

“Não há espaço para erros, experimentalismos, nem demagogias e utopias. Temos de exercitar complementaridades, ninguém pode ter a sensação de que pode sozinho resolver os problemas”, defendeu José Manuel Bolieiro, salientando que pretende afirmar-se “pela credibilidade e pelo trabalho”, tendo as pessoas, a justiça social e o emprego com prioridades.

Dentro deste princípio, o autarca revelou que a empresa municipal Ponta Delgada Social será dissolvida, devido aos cortes previstos no orçamento municipal para 2013, e os 70 funcionários integrados no município.

“A Ponta Delgada Social vai ser dissolvida e integrada nos serviços da Câmara Municipal. Este assunto será levado à próxima reunião da Assembleia Municipal, em dezembro”, afirmou José Manuel Bolieiro, que assumiu em agosto a presidência do município na sequência da saída de Berta Cabral, que se candidatou à chefia do governo regional.

A Câmara de Ponta Delgada, com cerca de 900 funcionários, já procedeu à fusão de outras empresas do setor empresarial municipal, num esforço que José Manuel Bolieiro assegurou à Lusa que vai continuar, sem colocar em causa os atuais postos de trabalho.



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