Jordânia só libertará 'jihadista' se EI der prova de vida do piloto refém


 

Lusa/AO online   Internacional   29 de Jan de 2015, 14:07

A Jordânia disse que não libertará a "jihadista" iraquiana Sayida al-Rishawi enquanto não receber uma prova de que o piloto jordano refém do grupo "jihadista" Estado Islâmico (EI) está vivo.

 

O EI ameaçou executar o piloto Maaz al-Kassasbeh e o jornalista japonês Kenji Goto se a Jordânia não libertar a ‘jihadista’ até ao pôr-do-sol de hoje.

“A Jordânia está disposta a trocar Sajida al-Rishawi pelo piloto jordano. Queremos realçar que pedimos uma prova de vida ao Daesh (acrónimo árabe de Estado Islâmico do Iraque e do Levante) e ainda não recebemos nada”, disse o porta-voz do governo jordano Mohammad al-Momani.

“Rishawi continua na Jordânia e a troca ocorrerá assim que recebermos a prova de vida que pedimos”, indicou aos jornalistas, sem fazer qualquer referência ao refém japonês.

O EI divulgou um vídeo na terça-feira em que ameaça matar Kassasbeh e Goto no prazo de 24 horas se al-Rishawi não for libertada. Segundo responsáveis jordanos, no vídeo, os ‘jihadistas’ ameaçam matar os dois mas apenas mencionam a libertação de Goto em troca de al-Rishawi.

Posteriormente, o grupo extremista fez um novo ultimato que terminou por volta das 15:00 TMG (mesma hora em Lisboa), hora do pôr-do-sol na cidade iraquiana de Mossul.

Sayida al-Rishawi está no corredor da morte de uma prisão jordana desde que foi condenada em 2005 pela participação num triplo atentado à bomba em Amã que matou 60 pessoas.

Kassasbeh foi capturado a 24 de dezembro, depois de o caça-bombardeiro F-16 que pilotava se ter despenhado no norte da Síria durante uma missão da coligação internacional que combate os ‘jihadistas’.



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