Jordânia aceita trocar "jihadista" iraquiana por piloto capturado na Síria


 

Lusa/AO online   Internacional   28 de Jan de 2015, 15:56

O governo da Jordânia disse hoje que aceita libertar a "jihadista" iraquiana Sayida al-Rishawi em troca da libertação do piloto jordano capturado na Síria pelo grupo Estado Islâmico.

 

A informação foi avançada pela televisão estatal, que cita um porta-voz governamental sem fazer qualquer referência ao jornalista japonês Kenji Goto que os ‘jihadistas’ ameaçaram matar juntamente com o piloto jordano.

“A Jordânia está preparada para libertar a prisioneira Sayida al-Rishawi se o piloto jordano for libertado ileso”, noticiou a televisão estatal.

“Desde o primeiro momento, a posição da Jordânia é garantir a segurança do nosso filho, o piloto Maaz al-Kassasbeh”, acrescentou, citando o porta-voz.

O grupo Estado Islâmico divulgou um vídeo na terça-feira em que ameaça matar Kassasbeh e Goto no prazo de 24 horas se al-Rishawi não for libertada.

O governo japonês disse no mesmo dia estimar que esse prazo terminasse às 14:00 TMG (mesma hora em Lisboa) de hoje.

Segundo responsáveis jordanos, no vídeo, os ‘jihadistas’ ameaçam matar os dois mas apenas mencionam a libertação de Goto em troca de al-Rishawi.

Um outro cidadão japonês, Haruna Yukawa, que num primeiro vídeo aparecia junto a Kenji Goto, foi degolado no fim de semana, segundo os ‘jihadistas’.

Sayida al-Rishawi está no corredor da morte de uma prisão jordana desde que foi condenada em 2005 pela participação num triplo atentado à bomba em Amã que matou 60 pessoas.

Kassasbeh foi capturado a 24 de dezembro, depois de o caça-bombardeiro F-16 que pilotava se ter despenhado no norte da Síria durante uma missão da coligação internacional que combate os ‘jihadistas’.


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