Jerónimo de Sousa quer "manter aberta a janela da esperança"

Jerónimo de Sousa quer "manter aberta a janela da esperança"

 

Lusa/AO online   Nacional   3 de Dez de 2015, 16:24

O secretário-geral do PCP manifestou a vontade de "manter aberta a janela da esperança", anunciando o chumbo da moção de rejeição de PSD/CDS-PP ao programa do XXI Governo Constitucional, no encerramento do debate parlamentar.

"Rejeitaremos a rejeição! A nossa resposta é inequívoca - votaremos contra porque já chega de políticas de exploração, empobrecimento e retrocesso civilizacional. Votaremos contra porque queremos manter aberta a janela da esperança que a luta dos trabalhadores e das populações abriu", afirmou Jerónimo de Sousa.

Admitindo que o documento socialista "não é, naturalmente", o programa de Governo do PCP, o líder comunista assinalou que o mesmo "acolhe contribuições do PCP resultantes de um esforço de convergência para encontrar respostas e soluções que pudessem responder a interesses e aspirações prementes dos trabalhadores e do povo português e que ficaram plasmadas na 'posição conjunta do PS e do PCP sobre solução política'".

"Esta é uma solução para a qual ninguém prescindiu da sua independência ideológica, política e do seu próprio programa, mas onde está presente a mútua garantia e o empenhamento comum de contribuir para assegurar para o país um outro rumo de desenvolvimento económico e progresso social", garantiu, acrescentando que a "política patriótica e de esquerda" se mantém indispensável.

Para Jerónimo de Sousa, há "a consciência de que o povo não exige nem quer tudo de uma vez, mas também não quer que se mude alguma coisa para ficar tudo na mesma".

"O passo que agora se dá é importante para travar a ofensiva mais desenfreada destes anos e que desejamos e esperamos ser um safanão na política das inevitabilidades, que cerca a vida dos portugueses", desejou.

O líder comunista tinha antes voltado a sublinhar o facto de a coligação PSD/CDS-PP ter sofrido uma "profunda derrota" e a "clara recusa da sua política" nas urnas, em 04 de outubro, defendendo que "não há votos de primeira, ungidos numa espécie de direito divino, e votos de segunda, dos outros partidos".

O secretário-geral do PCP descreveu também um retrato muito negativo do país, "deixado de rastos e na cauda do desenvolvimento na Europa" pela anterior governação, empobrecido em "cerca de 10 mil milhões de euros" desde 2011 e com um "desemprego real a atingir mais de 1,1 milhões de portugueses", além de mais de 800 mil cidadãos abaixo do limiar da pobreza e outro meio milhão de emigrantes.

"Antecipam um novo apocalipse, mas o que todas as suas declarações catastrofistas visam é provocar o medo, contribuir objetivamente para por o país mais no fundo e justificar a sua política de declínio nacional", disse.


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