Jerónimo de Sousa rejeita futuro com salários baixos e sem dignidade laboral

Jerónimo de Sousa rejeita futuro com salários baixos e sem dignidade laboral

 

LUSA/AO Online   Nacional   15 de Mar de 2015, 21:11

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu hoje, em Santiago do Cacém, que, para haver progresso e desenvolvimento em Portugal, no futuro, é necessário repor os salários, os direitos e a dignidade dos trabalhadores.

O líder comunista, que falava a seguir ao almoço regional do Alentejo do partido, opôs-se, desta forma, ao cenário apresentado, no sábado, pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de que há "áreas que não retomarão" a importância que tiveram no passado e nas quais as pessoas "continuarão a não ter oportunidades de emprego", como a construção civil e as obras públicas. Em Valongo, no distrito do Porto, no âmbito do 15.º aniversário da Associação para o Desenvolvimento Integrado da Cidade de Ermesinde (ADICE), Passos Coelho disse que estes desempregados devem poder "aceder a soluções de microcrédito, de apoio ao autoemprego, explorando nichos de oportunidades de mercado". Até porque, segundo o governante, mesmo que estes trabalhadores tenham oportunidade de se "reorientarem para outras áreas, irão estar sempre em competição com outras pessoas, 20 anos mais novas, com as mesmas competências ou outras ainda maiores, disponíveis para, por menos dinheiro, realizar o mesmo trabalho". "Este não é o Portugal de Abril que ansiamos", criticou hoje Jerónimo de Sousa em Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, defendendo que "um país sem crescimento e desenvolvimento económico, sem investimento, não cria mais emprego". O líder do PCP pretende que "os salários, os direitos e a dignidade de quem trabalha sejam repostos, para o futuro de Portugal ser de progresso e de desenvolvimento". No evento no Alentejo, que, segundo a organização, reuniu cerca de mil pessoas, Jerónimo de Sousa referiu-se também à dívida pública nacional, que considerou "cada vez mais insustentável". A dívida, disse, representa uma "sangria em juros", mais de oito mil milhões de euros por ano, "ou seja, mais do que o país gasta em todo o Serviço Nacional de Saúde e o dobro do investimento público"." "Portugal precisa de se libertar deste garrote", afirmou, apontando as áreas nas quais o dinheiro faz falta "como pão para a boca", entre as quais salários, pensões, apoios sociais, serviços públicos e criação de emprego. O secretário-geral reiterou ainda posições já tomadas no sábado, no Porto, durante a celebração do 94.º aniversário do partido, como a "derrota certa" do Governo nas próximas eleições legislativas.


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