Jerónimo de Sousa reitera promessa moção de rejeição a Governo PSD/CDS-PP

Jerónimo de Sousa reitera promessa moção de rejeição a Governo PSD/CDS-PP

 

Lusa/AO Online   Nacional   6 de Out de 2015, 18:21

O secretário-geral do PCP reiterou hoje a promessa de apresentar uma moção de rejeição ao eventual programa de Governo da maioria PSD/CDS-PP, em conferência de imprensa na sede nacional do partido, em Lisboa.

 

Durante uma reunião do comité central comunista, que começou pelas 11:00 e se prevê que continue pela noite, Jerónimo de Sousa apresentou as principais conclusões, incluindo novas acusações ao PS, no sentido de que "um novo Governo" liderado por Passos Coelho e Paulo Portas "só se materializará" (...) se o PS optar por convergir com PSD/CDS, defraudando o sentido de voto de milhares de portugueses".

"Neste novo quadro político, o PS só não forma Governo porque não quer. Nada o impediria de se apresentar disponível", continuou, salvaguardando ser necessário, por parte dos socialistas, uma "vontade de rutura com a política de direita".

O líder comunista destacou "o melhor resultado que a Coligação Democrática Unitária (PCP/PEV) obteve desde 1999, traduzido na eleição de 17 deputados, numa expressão eleitoral de 8,27% e na obtenção de 444.319 votos".

"O resultado da coligação PSD/CDS - uma perda de mais de 700 mil votos e a redução de 12 pontos percentuais e 25 deputados -, independentemente da condição de força política mais votada, expressa uma clara condenação à política prosseguida nos últimos quatro anos pelo seu Governo", analisou Jerónimo de Sousa.

O líder do PCP esclareceu não terem existido ainda quaisquer contactos, "formais ou informais", com a Presidência da República, com vista à marcação de um encontro para comunicar a posição do partido sobre as eleições, nem com dirigentes de PS ou do BE, a fim de concertar estratégias.

Jerónimo de Sousa anunciou, também, que o grupo parlamentar comunista tem já prevista a apresentação de diversas iniciativas no parlamento, designadamente o aumento do salário mínimo nacional para 600 euros, a criação de um Plano Nacional de Combate à Precariedade, a reposição de salários, pensões e feriados, além de outras medidas de cariz fiscal e de reforço da sustentabilidade da segurança social.

A renegociação da dívida, o controlo público da banca e o estudo do abandono de Portugal da moeda única, bem como a reversão de vários processos de privatização de empresas estratégicas ou a revogação das alterações à lei da interrupção voluntária da gravidez são outros planos em cima da mesa.

O secretário-geral do PCP chamou finalmente a atenção para a realização de dois comícios - em Lisboa e no Porto, sexta-feira, na Faculdade de Ciências da capital, e a 17 de outubro, na Cidade Invicta - inseridos num conjunto de outras ações.

No domingo, a coligação governamental Portugal à Frente (PSD/CDS-PP) venceu as eleições com 38,55% (104 deputados), o PS conseguiu 32,38% (85 deputados), o BE subiu a terceira força política com 10,22% (19 deputados), enquanto a CDU (PCP/PEV) alcançou 8,27% (17 deputados) e o PAN vai estrear-se no parlamento, com um deputado, 1,39% dos votos. Estão por atribuir ainda quatro mandatos, referentes aos círculos da emigração.

 


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