Política

Jerónimo de Sousa alerta que pobreza vai aumentar em Portugal

Jerónimo de Sousa alerta que pobreza vai aumentar em Portugal

 

Lusa/AO online   Nacional   12 de Dez de 2010, 15:09

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, alertou hoje em Torres Vedras que a pobreza vai aumentar em 2011 com o novo Orçamento do Estado, ao comentar a existência de 300 mil portugueses no limiar da pobreza.

“Infelizmente, quando entrarem em vigor as medidas do Orçamento do Estado para 2011, tendo em conta que se vai reduzir salários, congelar reformas, aumentar os impostos e reduzir o investimento, inevitavelmente que a vida vai piorar para a maioria dos portugueses”, afirmou à agência Lusa Jerónimo de Sousa, prevendo um aumento da pobreza em Portugal. Para o líder dos comunistas, a existência de 300 mil portugueses a passar fome no país “resulta fundamentalmente de uma política de destruição do aparelho produtivo e da produção nacional, do aumento do desemprego e do aumento das injustiças na repartição da riqueza”. Jerónimo de Sousa defendeu uma “rutura” nas políticas no sentido de “valorizar o que temos de bom no país e a capacidade de resposta do país na criação de mais emprego”. Falando sobre precariedade laboral e desemprego, o líder comunista não esqueceu o candidato presidencial e atual Presidente da República, Cavaco Silva, que no sábado se sentiu “envergonhado” pela pobreza existente no país. “O Presidente da República tem grande capacidade de sacudir a água do capote, mas tem lá a sua assinatura moral [no Orçamento do Estado para 2011] e vem agora com ar muito compungido dizer que temos pobreza em Portugal”, disse. De acordo com o Diário de Notícias, citando o Banco Alimentar Contra a Fome, existem pelo menos 300 mil portugueses a passar fome em Portugal. Sobre eleições, Jerónimo de Sousa comentou o anúncio da recandidatura do presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim. “Ele é como a pescada. Antes de o ser já o era”, disse, acrescentando que o candidatado “não é eterno e o PSD um dia acabará por perder a sua influência" no arquipélago "com ou sem João Jardim”.  Jerónimo de Sousa falava no final de um almoço com militantes de Torres Vedras.


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