Jardim insiste na revisão de uma Constituição que, diz, estar "falida"

Jardim insiste na revisão de uma Constituição que, diz, estar "falida"

 

AO/Lusa   Nacional   13 de Jul de 2014, 19:40

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, insistiu este domingo na necessidade de rever a Constituição da República, no seu entender "faliu" e criticou os políticos da direita e da esquerda que "não querem mudar o país".

 

“Não posso aceitar um país que, em vez de se mudar o Estado, uma constituição que faliu, que com o tempo se provou, como já Sá Carneiro dizia, que não é adequada ao país. Estamos numa situação que nem a direita, nem a esquerda se mexem para mudar o país”, afirmou Jardim no encerramento do XXX Festival Regional de Folclore “48 horas a Bailar”, que decorreu este fim-de-semana, na cidade de Santana, no norte da Madeira.

O governante subiu ao palco e pediu salvas de palmas para as entidades envolvidas na organização do evento, incluindo o presidente da câmara municipal da localidade, que pela primeira vez é governada pelo CDS, Teófilo Cunha.

O líder madeirense afirmou discordar da “actual situação em que o país se encontra”, acrescentado não poder “aceitar uma política em que são os países ricos da Europa a impor os caminhos” a Portugal.

“Mas nós madeirenses, independentemente das cores políticas de cada um, somos diferentes, estes anos demonstraram que sabemos o que queremos, que sabemos fazer as mudanças que são necessárias e como portugueses temos o direito de também querer mudar Portugal”, declarou o chefe do executivo insular.

Jardim sublinhou que “apesar dos atropelos e obstáculos pela frente”, a Madeira “não vai desistir”.

O responsável regional criticou a “política errada de cortes nos salários e pensões”, censurando a “esquerda que vai para a rua fazer barulho” e os “sindicalistas que vivem só de fazer manifestações” mas não estão dispostos a fazer as mudanças que, considera, serem necessárias em Portugal.

“Nós, madeirenses queremos mudar (…), ninguém vai desistir, é esse o nosso compromisso com o povo. Cantemos e bailemos, ganhemos força com esses bailes para, de mãos dadas, continuar a autonomia da Madeira”, disse.

Jardim deixou também uma palavra de agradecimento às casas do povo e aos grupos folclóricos pelo trabalho que fazem junto da juventude da Madeira, instando os próximos governo regionais que “nunca lhes passe pela cabeça” tirar este festival de folclore de Santana.

Numa saudação especial aos visitantes, incluindo os emigrantes e dirigindo-se a alguém da comunidade venezuelana declarou: “Venezuela sera libre”.

O presidente do governo também visitou as barracas da feira dos municípios, que representaram e mostraram em Santana as iguarias dos 11 concelhos da região.

Este evento é uma organização da Casa do Povo de Santana, contando com a colaboração da Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, Câmara Municipal de Santana, Associação de Desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira (ADRAMA), Associação de Folclore e Etnografia da Região Autónoma da Madeira (AFERAM) e da paróquia da localidade.

O programa incluiu, além das atuações de vários grupos de folclore e animação musical variada, a feira regional dos municípios e uma eucaristia na igreja matriz.

 


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