Jardim diz que temporal alterou intenção de "reforma antecipada"


 

Lusa/AO On line   Regional   6 de Mar de 2010, 08:49

Alberto João Jardim diz que a atual situação da Madeira, na sequência do temporal, "mudou muita coisa" na forma como estava a ponderar a sua "reforma" política em 2011 e defendeu um congresso antecipado do PSD - Madeira.

"Mudou tanta coisa… mudou tanta coisa. As conclusões agora são suas, mas devo dizer que mudou muita coisa", afirmou o líder social democrata da Madeira quando questionado pela Lusa sobre se as consequências da intempérie alteraram a sua proclamada intenção de abandonar o Governo Regional no fim deste mandato.

Alberto João Jardim declarou que "há aqui certas coisas a rever, a repor", mas admitiu ainda não ter ideias definidas sobre como proceder.

"A única posição que eu tenho é no conselho regional de junho poder - não estou a dizer que vou fazer isso - propor a convocatória de um congresso antecipado para à volta do mês de outubro de 2010. Portanto antecipar seis meses o congresso regional", adiantou.

O líder do PSD Madeira recordou que os congressos regionais se realizam de dois em dois anos e que "no próximo mês de abril completam-se dois anos".

"Entrámos portanto em período em que é estatutário convocar um. Eu estava a pensar, antes destes acontecimentos, fazer esse congresso à volta da Páscoa de 2011, visto que depois há eleições regionais em outubro daquele ano. Estes acontecimentos e as suas envolventes se calhar far-me-ão antecipar o congresso mas isso só será decidido no conselho regional da Madeira do PSD no mês de junho. Até lá vamos ver", anunciou.

Confrontado com esta posição, Miguel Albuquerque, presidente da Câmara do Funchal pelo PSD e apontado por muitos no arquipélago como um forte candidato à sucessão do presidente do Governo Regional, disse "aguardar serenamente" as explicações sobre esta eventual mudança nas intenções de Alberto João Jardim.

"Acho que o doutor Alberto João jardim tem toda a legitimidade de anunciar aquilo que pretende fazer (…). Se ele quiser e achar que está disponível para voltar a candidatar-se, vai anunciá-lo na altura própria. Eu aguardo serenamente seja qual for a decisão que ele tome. Compete em primeiro lugar a ele tomar essa decisão. Quando tomar a decisão, certamente explicará porque a toma. Vamos aguardar serenamente que ele explique porque o faz", conclui.


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