Jardim defende que o PS deve governar até ao fim se houver acordo para revisão constitucional


 

Lusa/AO On line   Regional   19 de Mai de 2010, 06:59

O presidente do PSD-M, Alberto João Jardim, defendeu hoje que, se houver acordo de revisão constitucional entre o PS e o PSD, os socialistas devem governar até ao final do mandato.

“Se chegarem a um acordo de revisão Constitucional, acho que o PS, para a estabilidade do país, deverá governar até ao fim”, disse Alberto João Jardim no final da reunião da Comissão Política Regional.

Alberto João Jardim adiantou que o PSD-M manifestou “toda a solidariedade com o Governo da República no esforço para se sair da presente crise, embora a Região não tenha responsabilidades nessa situação porque há muitos anos que anda a dizer que o sistema político-constitucional não funciona e que as políticas desenvolvidas em Lisboa por todos os governos, no fundo, iriam acabar por nos arrastar para uma situação como a atual”.

“Trata-se de uma solidariedade com a República, com o Governo da República e com o povo português. Estão a ser pedidos sacrifícios ao povo português logo a Região Autónoma da Madeira, depois principalmente da solidariedade que em consequência do 20 de fevereiro recebeu de quase todos os portugueses, obviamente que seria imoral a região Autónoma pretender-se se por de fora dos sacrifícios que são coletivamente pedidos”, realçou.

O líder dos sociais-democratas madeirenses e presidente do governo regional da Madeira referiu que a região vai “cooperar”, mas sublinhou que “cooperar é muito diferente daquilo que fez o PSD nacional que foi corresponsabilizar-se pelas medidas”.

“Temos que não inviabilizar o que o Governo da República pretende neste momento de emergência para o país, mas atenção, estas não são as nossas medidas”, precisou.

Jardim defendeu ainda que o PSD não deve apoiar a moção de censura do PCP contra o Governo da República mas “inviabilizá-la pela via da abstenção”.

“O PSD não deve colar-se ao PS porque não integra o governo mas também não deve inviabilizar o Governo do PS porque o pior que podia acontecer ao pPaís era uma crise governativa”, concluiu.

 


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