Jardim critica mediocridade da classe política portuguesa

Jardim critica mediocridade da classe política portuguesa

 

Lusa / AO online   Nacional   17 de Ago de 2014, 12:22

O líder do PSD/Madeira, Alberto João Jardim, responsabilizou esta noite a mediocridade da classe política pela atual situação do país, devido à educação do pós-25 de Abril, que se "abandalhou".

 

“Portugal chegou a esta situação e isto tem uma explicação. […] A diferença que vejo entre os primeiros políticos, em todos os partidos sem exceção logo a seguir ao 25 de Abril, é a mediocridade passados 20 anos”, disse Jardim, acrescentando que, em sua opinião, isto aconteceu porque “se abandalhou a educação”.

Alberto João Jardim falava no comício de verão do PSD/M, na ilha do Porto Santo, discursando no largo em frente à câmara municipal da ilha, agora governada pelo PS, e do centro de congressos, durante mais de 40 minutos.

Hoje temos em todos os partidos a atuar políticos que já são produto do ensino do pós 25 de Abril, que estão mal preparados, não têm capacidade para enfrentar os problemas do país”, acrescentou o também presidente do Governo Regional da Madeira naquela que deve ser a sua última participação neste comício de “rentrée” do PSD/M nesta ilha.

Jardim falou ainda da situação de crise vivida em vários países, referindo que na origem dos problemas e do “descalabro dos países mais pobres da Europa” está a especulação financeira do grande capitalismo.

Para o governante, “a solidariedade europeia não funcionou”, tendo as soluções sido pensadas de “forma desumanizada”, sublinhando que “uma nação e um país não é um livro de contabilidade, são pessoas” que têm de enfrentar problemas.

“A União Europeia onde está? É uma fratura entre países devedores e credores”, disse o dirigente do PSD/M, sustentando que “nem a Europa tinha direito de ser tão dura na imposição” da austeridade a Portugal.

Jardim considerou ainda que “a crise não é apenas económica e financeira”, vincando que “é também de ética, de educação, da justiça, do domínio das sociedades secretas portuguesas, que resulta do situacionismo”.

Entre outros aspetos, argumentou que “a revolução que também é preciso fazer em Portugal” consiste em “acabar com este sistema de ensino podre e voltar a ter um sistema de ensino que faça de Portugal” um país “capaz de, com sua bagagem cultural e conhecimentos científicos, estar nos mercados internacionais e impor-se no mundo de hoje”.

No caso da justiça, Jardim censurou “os tribunais que julgam pela cara do freguês”, afirmando que “a justiça está politizada”, e referiu que “reduzir nos custos e cortar nos tribunais não é reformas nenhuma”.

Alberto João Jardim insistiu na necessidade da revisão constitucional, voltou a explicar que a Madeira teve de fazer divida para se desenvolver.

“Não desistam, votem, não se deixem influenciar… não se deixem enganar, votem sempre, não deixem de lutar, porque a luta continua”, instou o líder social-democrata madeirense.

 


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