Jardim Botânico do Faial recuperou várias plantas dos Açores em vias de extinção


 

Lusa/AO online   Regional   27 de Ago de 2014, 18:01

O trabalho de recolha, tratamento e conservação de plantas endémicas dos Açores realizado pelo Jardim Botânico do Faial já permitiu recuperar várias espécies em vias de extinção.

 

A tarefa dos técnicos daquele jardim, um dos maiores dos Açores, foi hoje destacada pelo diretor regional do Ambiente, Hernâni Jorge, durante uma conferência de imprensa, realizada na cidade da Horta, destinada a divulgar o trabalho de recuperação das plantas raras nas ilhas.

"A nossa preocupação é preservar e estabelecer protocolos de reprodução destas espécies mais raras, de forma a que, no futuro próximo, possam ser criadas em quantidade, em cativeiro, e depois colocadas em meio natural, promovendo o repovoamento das espécies pelas nossas ilhas", explicou.

O Jardim Botânico do Faial, situado na freguesia dos Flamengos, acolhe cerca de 45 espécies de plantas endémicas dos Açores e possui um banco de sementes, com mais de três milhões de exemplares, destinadas ao repovoamento.

Um dos trabalhos de recuperação com maior destaque realizado pelo Jardim Botânico do Faial incidiu sobre o "Teixo", uma planta apenas encontrada na ilha do Pico, que estava em vias de extinção.

"Este é um trabalho de grande relevância, pela dificuldade de reprodução desta espécie, e por ela se encontrar praticamente extinta, uma vez que apenas eram conhecidos cinco exemplares na ilha do Pico", recordou Hernâni Jorge.

Segundo revelou, o trabalho de recuperação das espécies endémicas realizado pelo Jardim Botânico do Faial permitiu recuperar, com sucesso, 16% das estacas do "Teixo", que entretanto tinham sido replantadas.

Hernâni Jorge admitiu que a "pressão" exercida por algumas atividades agropecuárias terá provocado o desaparecimento de várias espécies endémicas ao longo dos últimos anos, em várias ilhas da região.

Ainda assim, o diretor regional do Ambiente entende que a "rede generalizada" de áreas protegidas criada pelo Governo Regional, ao longo dos últimos anos, permitiu preservar e recuperar muitos habitats e espécies endémicas.


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