Jaime Silva avisa que não fará reforma do sector do vinho a qualquer preço

Jaime Silva avisa que não fará reforma do sector do vinho a qualquer preço

 

Lusa/AO   Internacional   17 de Dez de 2007, 09:37

O ministro da Agricultura e Pescas, Jaime Silva, disse hoje em Bruxelas que não vai fazer a reforma sector do vinho a qualquer preço.
“O balanço da presidência portuguesa está feito e é muito positivo, pelo que se (os homólogos dos 27) julgam que faço a reforma a qualquer preço, estão muito enganados”, disse Jaime Silva à Agência Lusa, à entrada do conselho de ministros da Agricultura dos 27, o último a que preside e que se reúne em Bruxelas até quarta-feira.

    O ministro falava à Lusa na rua, uma vez que um incidente - que faz levantar questões sobre a segurança das sedes das instituições europeias - atrapalhou hoje de manhã o início dos trabalhos.

    Activistas da organização não-governamental Greenpeace bloquearam as entradas no edifício Justus Lipsius com grades, às quais se acorrentaram e o acesso principal foi ainda cortado com blocos de cimento.

    Os ministros e delegações que ainda não tinham entrado antes da acção, fizeram-no através da garagem ou por uma passagem que existe através da sede da Comissão Europeia, do outro lado da Rue de la Loi.

    Saskia Richartz, uma porta-voz da Greenpeace, disse à Lusa que a organização tenciona manter-se no local até quinta-feira, dia do conselho de ministros do Ambiente, o último a que preside Francisco Nunes Correia.

    Na origem do protesto da Greenpeace está a fixação das possibilidades de pesca para 2008.

    “Queremos as pescas suspensas até à recuperação de todas as espécies em risco”, disse Saskia Richartz.

    “Os ministros ignoram os pareceres científicos, pelo que queremos que as negociações sejam suspensas até estarem presentes os responsáveis do Ambiente”, acrescentou.

    As possibilidades de pesca serão debatidas pelos ministros da Agricultura e Pescas dos 27 na terça-feira, tendo a Comissão Europeia proposto cortes que vão até 25 por cento em espécies como o tamboril, que irá afectar pescadores portugueses, e bacalhau.

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