Itália afasta categoricamente a bicampeã Espanha

Itália afasta categoricamente a bicampeã Espanha

 

Lusa/AO online   Futebol   27 de Jun de 2016, 18:35

A Itália qualificou-se esta segunda-feira com inteira justiça para os quartos de final do Europeu de futebol de 2016, ao vencer a bicampeã em título Espanha por 2-0, num embate que dominou, em Saint-Denis.

O central Giorgio Chiellini, aos 33 minutos, e o ponta de lança Graziano Pellè, aos 90+1, selaram o triunfo dos transalpinos, num jogo que só não ficou resolvido mais cedo devido a sucessivas ‘enormes’ intervenções de David De Gea.

A formação transalpina vingou, assim, a ‘humilhação’ sofrida face aos espanhóis na final do Euro2012, quando foi goleada por 4-0, e vai agora jogar o acesso às meias-finais com a Alemanha, a detentora do título mundial.

Os italianos tiveram mais e melhores oportunidades e só sofreram, um pouco, na parte final, sendo que, então, o veterano guarda-redes Gianluigi Buffon também respondeu à altura, nomeadamente perante Piqué, aos 89 minutos.

Em relação ao último jogo (1-2 com a Croácia), a Espanha manteve o ‘onze’, enquanto a Itália trocou uma ‘pedra’ em relação à segunda jornada da fase de grupos, em que selou o apuramento (1-0 à Suécia), com De Sciglio a substituir o lesionado Candreva, o que fez Florenzi mudar para a direita.

No ‘3-5-2’ habitual, a formação transalpina entrou melhor e fez duas ameaças nos primeiros 10 minutos, num remate de Eder, contra a muralha espanhola, e num cabeceamento de Pellè, após livre de Florenzi, para grande defesa de De Gea.

Com Morata ‘perdido’ entre os três centrais italianos, a Espanha, em ‘4-3-3’, só rematou duas vezes na primeira parte e sem perigo, por Fàbregas, contra a defesa, e Iniesta, após um canto, para defesa fácil de Buffon.

Do lado contrário, Parolo cabeceou com perigo, aos 25 minutos, e Sergio Ramos quase fez autogolo, aos 29, para, aos 33, fazer uma falta desnecessária sobre Pellè, à entrada da área, que acabou por estar na origem do golo italiano.

Eder rematou forte, De Gea defendeu para a frente com as mãos e ainda chegou primeiro à recarga, cortando com o pé, mas a bola bateu em Giaccherini e ficou ao alcance de Chiellini, que empurrou de pé esquerdo.

Em vantagem, a Itália ficou ainda mais cómoda no jogo e quase apontou o segundo tento em ‘cima’ do intervalo, com Giaccherini a fletir da esquerda para o centro e a rematar para mais uma ‘enorme’ defesa de De Gea.

Para a segunda parte, a Espanha veio com Aduriz no lugar de Nolito e outra disposição, com Morata, que descaía para a esquerda, a cabecear à figura de Buffon (49 minutos) e Piqué (51) e Fàbregas (52) a rematarem sem perigo.

Aos 54 minutos, Conte trocou De Rossi por Thiago Motta e de imediato, aos 55, Eder, isolado pelo calcanhar de Pellè, voltou a fazer brilhar o ‘inevitável’ De Gea. A Itália ainda ameaçou aos 62, num centro de Di Sciglio não aproveitado.

Antes, Aduriz (57 minutos) e Morata (60) também tinham tentado, mas foi a partir dos 70 que a Espanha se instalou no meio campo contrário, com o avançado do Athletic a abrir as ‘hostilidades’ com um remate frontal ao lado do poste direito.

Sergio Ramos (71 minutos), Iniesta (76), Piqué (77), Pedro Rodríguez (87) – a última aposta, para substituir o lesionado Aduriz, já depois de Lucas Vázquez – e novamente Piqué (89), isolado por um mau alívio de um jogador italiano, tentaram, mas o resultado não se alterou.

A Itália logrou suster a ‘fúria’ espanhola e acabou por ‘matar’ o encontro em contra-ataque, aos 90+1 minutos: os suplentes Insigne e Darmian ‘cozinharam’ a jogada e, na ‘cara’ de De Gea, Pellè não perdoou.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.