Israel proíbe acesso a Cidade Velha de Jerusalém a homens com menos de 50 anos


 

Lusa/AO Online   Internacional   21 de Jul de 2017, 08:44

A polícia israelita proibiu o acesso a um templo na Cidade Velha de Jerusalém a homens com menos de 50 anos, e destacou 3.000 agentes para o local sagrado onde são esperados protestos pela instalação de detetores de metal.

Reforços policiais chegaram aos bairros árabes de Jerusalém na manhã de hoje, em particular à volta do Cidade Velha onde está localizado o templo, um local de culto conhecido pelos muçulmanos como Santuário Nobre e pelos judeus como Monte do Templo.

As medidas de segurança surgiram horas depois de o gabinete para a Segurança israelita ter decidido, numa sessão durante a noite, não revogar a decisão da polícia no início da semana de instalar detetores de metal no templo que é disputado por muçulmanos e judeus.

“A entrada na Cidade Velha e no Monte do Templo (Esplanada das Mesquitas para os muçulmanos) será reservada aos homens com 50 ou mais anos. As mulheres de todas as idades serão admitidas”, disse a polícia em comunicado.

A ampla esplanada alberga a Mesquita de Al Aqsa e o santuário da Cúpula da Rocha e é considerada o terceiro lugar mais sagrado do Islão.

Para o judaísmo é o Monte do Templo, a cujos pés se encontra o Muro das Lamentações, num recinto separado, onde às sextas-feiras milhares de crentes se deslocam também para rezar com o início do shabat (sábado de descanso) ao entardecer.

Detetores de metal foram instalados nas entradas do local sagrado depois de homens armados palestinianos terem lançado um ataque no local na semana passada, causando a morte de dois polícias israelitas.

Na sequência deste ataque, Israel decretou na passada sexta-feira, dia de oração muçulmana, o encerramento da Esplanada das Mesquitas, tendo os fiéis muçulmanos passado a rezar nas imediações da cidade muralhada.

Líderes muçulmanos alegam que os detetores de metal são parte de uma tentativa por parte de Israel de expandir o controlo no local, no centro do conflito israelo-palestiniano.

Israel negou, no entanto, tais alegações, argumentando que os detetores de metal são dispositivos de segurança de rotina.

Os líderes muçulmanos pediram aos fiéis que rezem nas ruas perto do santuário, em vez de passarem pelos detetores de metais. Ao longo da semana, um número crescente de fiéis palestinianos participaram nas orações nas ruas, sobretudo à noite.

Após as orações, pequenos grupos de manifestantes palestinianos entraram em confronto com a polícia.

Na quinta-feira à noite, a polícia disparou balas de borracha, gás lacrimogéneo e granadas de atordoamento para dispersar manifestantes que, segundo a polícia, atiravam pedras e garrafas.

Paramédicos do Crescente Vermelho disseram que 37 pessoas ficaram feridas por balas de borracha, três delas com gravidade.

A sexta-feira é o destaque da semana religiosa muçulmana, e dezenas de milhares de pessoas realizam normalmente orações no templo.

 



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.