Irmã do rei de Espanha apresenta recurso contra auto de abertura do caso Nóos


 

Lusa/AO online   Internacional   2 de Jan de 2015, 14:10

A defesa da irmã do rei de Espanha recorreu contra o processo por dois alegados delitos fiscais, ditado pelo juiz José Castro a 22 de dezembro, contra a infanta Cristina, no âmbito do caso Nóos.

 

O Tribunal Superior de Justiça das Ilhas Baleares informou que a decisão do juiz, de admitir ou não o recurso de Cristina, só será conhecida na próxima semana.

Jaume Riutord, advogado da irmã do rei Felipe VI de Espanha, apresentou o recurso de 24 páginas e informou pessoalmente o juiz Castro.

"Apresentámos um recurso de apelo contra o auto de abertura (...) e não vou fazer qualquer comentário em relação ao conteúdo", declarou Ruitord, à saída do tribunal de Palma de Maiorca.

A 22 de dezembro, o juiz José Castro decidiu incluir a infanta Cristina entre os acusados de fraude fiscal no auto de abertura do julgamento, por cumplicidade nos crimes fiscais cometidos pelo marido, Iñaki Urdangarin, no âmbito do caso Nóos.

Contra os argumentos da defesa da irmã do rei, da autoridade tributária espanhola e do procurador público, José Castro considerou que a acusação que dirige está legitimada para julgar isoladamente a infanta Cristina, que arrisca assim uma pena até oito anos de prisão.

O juiz de instrução do processo fixou para a infanta uma caução de 2,6 milhões de euros.

O procurador anticorrupção espanhol Pedro Horrach pediu 19 anos e seis meses de prisão para Iñaki Urdangarin, cunhado do rei de Espanha Felipe VI, no âmbito do caso Nóos.

Horrach exigiu ainda o pagamento de 3,5 milhões de euros pelo desvio de fundos públicos em vários alegados delitos de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

No documento oficial, de 576 páginas, que entregou ao juiz José Castro, o procurador solicitou que sejam julgadas, no caso Nóos, 14 pessoas.

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