Investigação sobre centro proposto para a base das Lajes intensifica-se

Investigação sobre centro proposto para a base das Lajes intensifica-se

 

Lusa/AO online   Regional   19 de Mai de 2016, 15:51

Líderes da Câmara dos Representantes dos EUA pediram reforços para a investigação que determina se houve manipulação nos estudos que indicam Inglaterra como o local ideal para um centro que podia ser localizado na Base das Lajes.

 

Numa carta a que a Lusa teve acesso, os presidentes de vários comités da Câmara dos Representantes, incluindo Devin Nunes, que lidera o comité dos Serviços de Informação, pedem ao inspetor-geral do Departamento de Defesa e ao inspetor-geral dos Serviços de Informações que participem na investigação.

A carta sugere que os investigadores verifiquem se houve "informação errada ou enganadora" nos estudos do Pentágono que foram entregues aos dois órgãos do Congresso, seguindo o exemplo da investigação que já acontece na Câmara dos Representantes.

Em março, o Departamento de Defesa dos EUA entregou um relatório que afasta a hipótese de a base das Lajes receber este centro de informações ou qualquer outro uso alternativo.

O congressista Devin Nunes disse à Lusa que "o Pentágono está a usar informação largamente incorreta e a alterar números para justificar a decisão que pretende quanto à localização do Centro Conjunto de Análise de Informação".

O Pentágono diz que o centro na Inglaterra permite uma poupança de 74 milhões de dólares por ano e que a opção das Lajes representaria um investimento inicial de 1,14 mil milhões de dólares, e um custo anual extra de 43 milhões.

No seguimento do relatório, o presidente do Governo dos Açores considerou que estava esgotada a última possibilidade para uma "boa solução" para a base das Lajes e que "não resta outra alternativa senão desencadear um processo de revisão do acordo de cooperação e defesa".

Já em maio, Vasco Cordeiro participou, em Washington, na 35.ª reunião da Comissão Bilateral Permanente do Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos, onde ficou garantida a contratação de cerca de 70 trabalhadores para a Base das Lajes e que todas as cessações de contratos de trabalho seguem o processo por mútuo acordo, não havendo despedimentos.

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