Investigação do FBI e da Europol sobre pornografia infantil detém cerca de 900 pessoas

Investigação do FBI e da Europol sobre pornografia infantil detém cerca de 900 pessoas

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   5 de Mai de 2017, 17:30

Uma investigação intercontinental sobre pornografia infantil, que durou mais de dois anos, culminou na identificação de 300 vítimas e na prisão de 900 pessoas, disseram o FBI e a Europol.

A pesquisa dos crimes foi feita na sequência do desmantelamento, em 2015, de uma página da Internet de grande dimensão denominada ‘Playpen’, cujo fundador e gerente, um americano da Florida chamado Steven Chase, foi esta semana condenado a 30 anos de prisão, revelou o comunicado conjunto daquelas duas forças.

A página ‘Playpen’ tinha sido criada em agosto de 2014 e estima-se que seria a maior rede de partilha de documentos de teor pedófilo ‘online’, com mais de 150 mil usuários.

A investigação da polícia federal dos Estados Unidos (FBI) para detetar os usuários e provedores de conteúdos daquela página da Internet foi lançada em janeiro de 2015, sendo que em 19 de fevereiro Steven Chase já tinha sido detido.

Para atingir os seus objetivos, o FBI intercetou milhares de computadores numa centena de países, uma vez que esta rede usava protocolos específicos que incluíam funções de anonimato, o que chegou a gerar alguma controvérsia junto de organizações de defesa das liberdades individuais.

A Europol, polícia criminal europeia, ficou responsável por verificar e cruzar dados para identificar presumíveis culpados na Europa, tendo conseguido condenar um total de 368 pessoas, lê-se no comunicado.

O número de detenções fora dos Estados Unidos ascendeu a 548 pessoas.

Nos EUA, a investigação levou à prisão de 350 pessoas, incluindo 25 produtores de pornografia infantil e 51 abusadores sexuais de crianças.

Dois colaboradores diretos de Steven Chase para a página ‘Playpen’ foram sentenciados com 20 anos de prisão, concluiu o FBI.

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