Investidores atentos ao arranque da época de apresentação de contas e à Grécia

Investidores atentos ao arranque da época de apresentação de contas e à Grécia

 

Lusa / AO online   Economia   19 de Jul de 2015, 12:08

A semana ao nível dos mercados vai ficar marcada pelo arranque da época de divulgação dos resultados semestrais das empresas cotadas, na Europa e nos Estados Unidos (EUA), com a situação da Grécia a permanecer na mira dos investidores.

 

"A próxima semana será bastante preenchida em termos de divulgações de contas, o que naturalmente mexe com a performance das respetivas empresas e, por conseguinte, dos mercados", antecipou à agência Lusa Ramiro Loureiro, analista do Millennium investment banking.

Segundo o especialista, as contas de "gigantes como a SAP, Iberdrola, Unibail, Unilever, Daimler, BASF e Danone na Europa e as norte-americanas Coca-Cola, McDonald’s, Microsoft, Apple, IBM, Morgan Stanley, Starbucks Halliburton, Boeing, American Express, Visa, AbbVie e Biogen vão ser observadas de perto".

Em Portugal, o pontapé de saída ocorrerá na quinta-feira, cabendo as honras à Impresa.

"Em termos macroeconómicos, a semana será ligeira, com realce para alguns dados de imobiliário nos EUA e para os valores preliminares dos indicadores PMI Indústria e Serviços, que darão indicações sobre o ritmo de crescimento da atividade na Zona Euro em julho", considerou.

E realçou: "As réplicas do vulcão grego que emergiu no seio financeiro da zona euro vão continuar sobre os holofotes dos investidores".

Isto, porque "a questão do empréstimo-ponte de 7 mil milhões de euros será fundamental para que, não apenas o país helénico devolva os 2 mil milhões de euros em atraso ao FMI, mas também para que pague os 3,5 mil milhões de euros ao BCE [Banco Central Europeu], tranche que matura logo na segunda-feira", anotou Ramiro Loureiro.

Mais, o responsável vincou que "o aumento da ELA [Linha de Emergência Financeira] grega pelo organismo liderado por Mario Draghi traz expectativas em torno da abertura dos bancos gregos, agendada para esta segunda-feira. Após três semanas de encerramento é vital para o Governo de Atenas colocar a 'máquina' financeira de novo em funcionamento".

E alertou que "algo que vá contra estas expectativas poderá gerar um revés naquilo que é o atual otimismo em torno do entendimento alcançado".

De resto, "os ventos asiáticos também devem merecer destaque. Há notícias de que o Banco da China disponibilizou 483 mil milhões de dólares ao China Securities Finance Corporation, de forma a suportar o mercado de ações. Resta saber se a recuperação das duas últimas semanas se irá manter, após uma fase muito turbulenta em índices como o Shangai Composite", finalizou.

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