Inventário de bens culturais da Diocese de Angra à espera de fundos comunitários

Inventário de bens culturais da Diocese de Angra à espera de fundos comunitários

 

Lusa/AO Online   Regional   27 de Mar de 2017, 16:27

O inventário dos bens culturais da Diocese de Angra do Heroísmo, previsto num protocolo assinado há três anos, está dependente do desbloqueio de verbas comunitárias, segundo o secretário regional da Educação e Cultura.

 

"Entre o Governo [Regional] e a Diocese [de Angra] há um protocolo que já está assinado neste âmbito, que tem sido desenvolvido nem sempre com a celeridade que as partes mais desejariam, mas fundamentalmente por dificuldade de acesso a fundos comunitários, que se verifica neste momento e por razões que ultrapassam inclusivamente os Açores", adiantou o governante.

Avelino Meneses falava, em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião com o Bispo de Angra, João Lavrador, em Angra do Heroísmo, no âmbito de um visita pastoral que o bispo está a realizar a instituições da ilha Terceira.

Em 2014, ainda antes de Avelino Meneses tomar posse como secretário regional da Educação e Cultura, a tutela assinou um protocolo com a Diocese de Angra com vista à realização de um inventário dos bens móveis e imóveis sob alçada da Igreja, que tivessem reconhecido interesse público e valor artístico.

Segundo o governante, chegou a ser criada uma comissão para a proteção dos bens da Igreja, com participantes de diversas instituições, que iniciou esse trabalho, mas não há uma previsão de quando possa estar concluído.

"Uma vez havendo acesso aos fundos comunitários previstos no protocolo, mas que ainda não foram disponibilizados, esse trabalho pode avançar com maior celeridade", realçou Avelino Meneses.

Por sua vez, o Bispo de Angra sublinhou a disponibilidade da diocese para abrir o património às visitas do público.

"Eu estou muito motivado para ajudar a que o património religioso, que tem uma finalidade religiosa, sem dúvida, para a devoção dos fiéis, esteja ao serviço da própria sociedade e daqueles que nos visitam", adiantou.

João Lavrador considerou, no entanto, que, para que o património seja visitado, é preciso torná-lo mais bem apresentado.

"Precisamos de catalogar, precisamos de inventariar, precisamos de restaurar para que tudo esteja minimamente ordenado, para que se possa por à visita das pessoas", salientou.

O deputado do PPM na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Paulo Estêvão, questionou recentemente o Governo Regional, por requerimento, sobre a transferência de verbas para a Diocese de Angra, no âmbito de um contrato-programa, que entre 2000 e 2017 ascenderam a cerca de 13,8 milhões de euros.

Questionado sobre a transparência dessas transferências, o secretário regional da Educação e Cultura disse que se trata de um apoio à reconstrução de igrejas danificadas por uma catástrofe natural.

"Aquando do terramoto de 1998, que destruiu uma parte considerável do edificado do Faial e do Pico, veio a ser estabelecido um protocolo entre o Governo e a Diocese tendente à reconstrução das igrejas do Faial e do Pico, que continua em execução, porque o processo ainda não está completo", justificou.


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