Intoxicação alimentar faz dois mortos e 725 vítimas num campo de refugiados


 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   13 de Jun de 2017, 18:32

Um intoxicação alimentar fez dois mortos e pelo menos 725 vítimas num campo para refugiados perto de Mossul, no Iraque, anunciou o ministro da Saúde iraquiano, em mais um desenvolvimento na crise diplomática no Médio Oriente.

 

Uma mulher e uma rapariga morreram e pelo menos mais 200 tiveram de ser levadas das tendas no deserto para hospitais na cidade de Irbil, no Iraque, depois de terem comido a 'iftar', uma refeição que interrompe o período de jejum levado a cabo pelos muçulmanos entre o amanhecer e o pôr-do-sol.

Um deputado iraquiano e a estação televisiva nacional da Arábia Saudita acusaram uma instituição de caridade do Qatar de ser a responsável pela entrega da comida estragada, mas estas alegações estão ainda por comprovar de forma independente e os responsáveis qataris não comentaram ainda a situação.

O ministro da Saúde do Iraque, Adila Hamoud, disse à Associated Press que 752 pessoas ficaram doentes depois de comerem uma refeição na noite anterior, no campo Hassan Sham U2, cerca de 20 quilómetros a leste de Mossul.

Segundo as informações que vão chegando às agências de notícias internacionais, a comida, que incluía arroz, molho de feijão, carne, iogurtes e água, foi preparada num restaurante em Irbil por uma ONG local, a Ain el Muhtajeen, vinda de uma doação da instituição de caridade do Qatar conhecida como RAF.

No Twitter, a estação de televisão estatal da Arábia Saudita acusou a RAF de dar comida estragada e divulgou imagens das crianças no campo que foram "envenenadas pela organização terrorista qatari RAF".

Desde que a crise diplomática escalou para um bloqueio ao Qatar, os meios de comunicação social da maior parte dos países do Golfo Pérsico têm divulgado uma série de reportagens altamente críticas para com as autoridades do Qatar, muitas vezes fazendo acusações não sustentadas por provas ou documentos.

Desde 05 de junho que o Golfo está mergulhado numa grave crise diplomática que irrompeu quando a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein, países vizinhos do Qatar, mas também o Egito e o Iémen, romperam relações diplomáticas com Doha, que acusam de apoiar o terrorismo.

Os três países do Golfo também fecharam as suas fronteiras terrestres e marítimas com o pequeno emirado e impuseram sérias restrições à companhia aérea nacional.

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