Integração de refugiados poderá ser positiva para economia europeia


 

Lusa/AO online   Internacional   6 de Out de 2015, 18:31

O economista-chefe do FMI, Maurice Obstfeld, admitiu que a integração de refugiados sírios no mercado de trabalho na União Europeia "será um desafio" que "levará o seu tempo", mas que poderá ser positiva para o crescimento económico europeu.

“Em todos os países será um desafio integrar estes novos fluxos no mercado de trabalho. Vai levar o seu tempo, mas eventualmente vai ser positivo para o crescimento económico europeu”, afirmou Maurice Obstfeld quando questionado sobre os impactos da entrada de milhares de refugiados na economia da União Europeia.

O economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) falava na conferência de imprensa sobre a edição de outubro do ‘World Economic Outlook’ (relatório bianual que apresenta as principais estimativas do Fundo para as economias mundiais), que decorreu no Peru e foi transmitida ‘online’.

“A crise dos refugiados é uma tragédia humanitária e todos os países têm de cooperar para encontrar uma solução. Há um grande foco no lado europeu do problema, mas há também o lado do Médio Oriente”, considerou.

A 23 de setembro, os chefes de Estado e de Governo da UE concordaram com a proposta de mobilizar 1.700 milhões de euros em 2015 e 2016 para apoiar o acolhimento de refugiados.

No final de setembro, o ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, anunciou a chegada de 30 refugiados, que se encontram em Itália, durante a primeira quinzena de outubro.

No total, Portugal deverá receber 4.500 pessoas e 70 milhões de euros até 2020 em fundos comunitários para receber e integrar refugiados e migrantes.

No relatório hoje divulgado, a instituição liderada por Christine Lagarde reviu em baixa a previsão de crescimento da economia global, esperando agora uma subida de 3,1% este ano e de 3,6% em 2016, duas décimas abaixo do antecipado em julho.

Na zona euro, o FMI manteve a previsão de crescimento económico da zona euro para 2015 (1,5%), mas piorou ligeiramente a estimativa para 2016 (1,6%).

Quanto a Portugal, o Fundo manteve as previsões de crescimento económico, antecipando um crescimento de 1,6% este ano e de 1,5% no próximo, mas espera uma taxa de desemprego menor.


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