Instituto testa formas de ser mais eficaz na emisssão/renovação de cartas de condução

Instituto testa formas de ser mais eficaz na emisssão/renovação de cartas de condução

 

Lusa/AO Online   Nacional   7 de Jan de 2015, 09:26

O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) revelou hoje estar a desenvolver e a testar formas de aumentar a eficácia na emissão/revalidação de cartas de condução, que chega a demorar um ano ou mais, admitindo ter recursos "escassos".

“O IMT encontra-se a desenvolver aplicações informáticas para aumentar a eficácia e eficiência dos procedimentos relativos à emissão/revalidação de cartas de condução, através da simplificação, desburocratização e desmaterialização de processos”, explicou fonte oficial da instituição, a propósito de uma reportagem divulgada na terça-feira pela Lusa.

Numa resposta escrita à Lusa, o Departamento de Difusão da Informação Pública da sede do IMP admite que o processo retira “recursos, que já de si são escassos, a outras tarefas” e adianta estar em curso um “projeto conjunto com a Direção-Geral da Saúde” para “simplificar o procedimento quanto ao atestado médico eletrónico”.

O instituto espera, assim “permitir maior celeridade e fiabilidade aos dados inseridos”.

Na resposta enviada à Lusa, o IMT acrescenta “esperar a breve prazo” que “os esforços aplicados no desenvolvimento de aplicações informáticas” deem “resposta célere às diversas solicitações no âmbito das competências do IMT”.

O IMT esclarece ainda que as aplicações informáticas estão a ser testadas “através de [um] projeto-piloto em curso, com especificações próprias”.

Numa reportagem feita na terça-feira na Delegação do Norte do IMT, situada no Porto, a Lusa ouviu queixas sobre a demora de um ano ou 15 meses na entrega e revalidação das cartas de conduções.

As instalações esgotaram durante a manhã a capacidade de atendimento, deixando utentes mais de três horas à espera.

Jorge Costa chegou às 10:00 à Direção Regional do Norte, apanhou a senha 101 e, por volta das 12:00, tinha 69 pessoas à frente e um tempo de espera indefinido, queixando-se ainda de estar à espera da carta de condução “há um ano”.

“Dizem que é normal, estar atrasado. Para mim é uma maneira de ganharem dinheiro. No meu caso é a renovação de uma guia internacional de ligeiros que custa 35 euros. Já cá vim duas vezes. Mais um bocadinho e já me pagava outro exame [de condução]”, desabafou, em declarações à Lusa.

Com 21 pessoas à frente, depois das 12:00 a empregada de escritório Sílvia Carvalho, de 40 anos, ainda tinha esperança de chegar ao trabalho às 14:00 com a renovação da carta tratada, com a expetativa de ficar bastante tempo à espera dela - o vizinho aguarda há 15 meses.

Às 11:40 já vários papéis estavam colados no balcão da entrada da Direção Regional do Norte do IMT a avisar que, “devido à grande afluência de público o setor de atendimento de condutores/veículos, o mesmo esgotou a capacidade de atendimento”.

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