"Impacto da redução é de seis por cento do PIB da Terceira"

"Impacto da redução é de seis por cento do PIB da Terceira"

 

Lusa/AO online   Regional   7 de Dez de 2012, 15:18

O ministro dos Negócios Estrangeiros reafirmou esta sexta-feira no Parlamento que a redução militar norte-americana na base das Lajes pode ter consequências por tratar-se de um dos principais pontos da relação entre Portugal e os Estados Unidos.

Paulo Portas disse aos deputados, durante uma audição conjunta com Aguiar Branco na Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros e de Defesa, que Portugal recebeu informações em novembro sobre a intenção da administração americana de reduzir o número de militares na base aérea nº 4 das Lajes, Açores.

“O impacto da redução é de seis por cento do Produto Interno Bruto da ilha Terceira” disse Paulo Portas referindo-se ao corte da presença militar norte-americana nas Lajes, que prevê também a “redução do número de trabalhadores” da base assim como dos “negócios indiretos”.

“Os Estados Unidos não decidiram encerrar a base, decidiram pela redução mas isso deve implicar meditação”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros acrescentado que se houver redução também é “expectável que haja redução das facilidades que Portugal concede”, no âmbito do acordo técnico.

Paulo Portas disse também que “Portugal sabe que esta não é uma decisão isolada dos Estados Unidos da América” e que se enquadra num processo de redução de forças americanas desde o final da Guerra Fria sobretudo na Alemanha, Itália, Espanha, Países Baixos e também Portugal, para além das bases que vão ser fechadas em território norte-americana num contexto de “redução orçamental de 497 mil milhões de dólares” para a área da Defesa.

Durante a declaração inicial perante os deputados das comissões parlamentares, Portas reafirmou que não se trata de uma violação do acordo entre os dois países mas que institucionalmente o assunto deve ser debatido no quadro da Comissão Bilateral Permanente, em que participa o Governo Regional dos Açores, e que Lisboa já manifestou “preocupação e insatisfação” porque a situação tem impacto em termos de emprego e de negócio.



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