Ilha de São Jorge vai ter marca associada às fajãs

Ilha de São Jorge vai ter marca associada às fajãs

 

Lusa/AO online   Regional   1 de Abr de 2016, 11:13

O concelho da Calheta, na ilha de São Jorge vai ter uma marca associada às fajãs, Reserva da Biosfera da UNESCO, que será lançada no sábado, informou o presidente do município, Décio Pereira.

 

“A marca será associada a produtos de qualidade da ilha de São Jorge e, concretamente, do município da Calheta, como seja o café, as bananas ou o inhame”, adiantou o autarca.

Décio Pereira especificou que a marca “Calheta, Capital das Fajãs” vai ser lançada no âmbito do Dia das Fajãs, iniciativa do município que se realiza pela primeira vez este ano.

O Conselho Internacional de Coordenação do Programa MaB - Man and the Biosphere (O Homem e a Biosfera), da UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, classificou a 19 de março, em Lima, no Peru, as fajãs de São Jorge como Reserva da Biosfera, território que passa a integrar a Rede Mundial na sequência da candidatura apresentada pelo Governo dos Açores.

As fajãs, cerca de 70 na ilha de São Jorge, resultaram da acumulação de detritos, na sequência de terramotos ou de escoadas lávicas das erupções vulcânicas e os seus terrenos planos e férteis, onde existe um clima mais ameno do que nos pontos altos da ilha, acabaram por ser usados pelas populações, ao longo dos séculos, para a agricultura.

O presidente da autarquia adiantou que o Dia das Fajãs, além do lançamento da nova marca, constará de uma explicação sobre o que é uma Reserva da Biosfera e suas implicações para a ilha de São Jorge, e uma reflexão sobre o que se pretende para estes espaços naturais, a par da apresentação de uma plataforma ‘online’.

Este dia pretende, também, gerar uma “redobrada atenção” em torno da sua arquitetura e biodiversidade, para que sejam, de facto, um cartaz turístico de eleição, adiantou.

Explicando que todo o património das fajãs foi construído com o povoamento da ilha há 500 anos, Décio Pereira ressalvou que estas hoje possuem uma “ocupação muito diferente”, apesar de ainda existirem alguns residentes a tempo inteiro.

O presidente do município concretizou que as fajãs estão agora “mais viradas para a promoção turística”, defendendo a necessidade de se promover estes espaços naturais de uma forma “muito qualificada”, a par da dotação de segurança a quem ainda lá reside e as visita.

O autarca apontou, por outro lado, a necessidade de cooperação na promoção e salvaguarda destes espaços por parte das duas câmaras municipais da ilha de São Jorge (Calheta e Velas), das 11 juntas de freguesia e das entidades do Governo dos Açores que tutelam estas áreas classificadas.

Segundo o presidente da Câmara da Calheta, atualmente assiste-se a uma “redescoberta das fajãs” através da procura de casas de veraneio por locais, emigrantes e turistas que estão na disposição de comprar ruínas de habitações por valores que oscilam entre os 40 e os 70 mil euros.


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