Igreja não é uma "flashmob" diz papa aos jovens

Igreja não é uma "flashmob" diz papa aos jovens

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   21 de Mar de 2017, 14:35

O papa Francisco disse aos jovens que a Igreja não é uma "flashmob", um lugar onde se atua e se desaparece, a propósito das jornadas da juventude, a 7 de abril.

 

O gabinete de imprensa da Santa Sé divulgou hoje a mensagem do papa para as jornadas, na qual deseja uma boa preparação para a Jornada Mundial da Juventude de 2019 no Panamá. A cada três anos há uma grande Jornada, que junta jovens de todo o mundo, sendo que em 2019 se realiza pela primeira vez na América Central.

Na sua primeira mensagem para as jornadas da juventude o papa propôs aos jovens que se inspirem na figura de Maria adolescente, que “não se fecha em casa, não se deixa paralisar pelo medo e pelo orgulho”.

“Maria não é o tipo de pessoa que para estar bem precisa de um bom sofá para se sentir cómoda e segura”, afirmou.

E acrescentou o papa Francisco: “A verdadeira experiência na Igreja não é uma ´flashmob´” (concentração espontânea e de curta duração de pessoas num local público).

“Não é como uma ´flashmob´ em que nos encontramos, se faz uma ´performance´ e depois cada um segue o seu caminho”, precisou o papa.

Lembrando as palavras de Maria de que ser jovem não é estar desligado do passado, o papa disse que os jovens não devem ficar confinados, “como na memória de um disco rígido” e que não se pode “armazenar tudo numa nuvem virtual”.

“Temos de aprender a fazer com que os eventos do passado se convertam numa realidade dinâmica, para refletir sobre ela e obter ensinamentos e um sentido para o nosso presente e o nosso futuro”, disse.

Francisco lembrou as redes sociais, onde os jovens aparecem em muitas fotografias, onde falam de factos mais ou menos reais, mas que não se sabe “quanto de tudo isso é história, uma experiência que pode ser narrada, que tenha uma finalidade e um sentido”.

É como o que acontece com os “reality shows”, que “não são histórias reais, são só minutos passados em frente de uma câmara em que as personagens vivem os dias sem um projeto”, disse o papa, acrescentando: “não se deixem enganar por essa falsa imagem da realidade, sejam protagonistas da vossa história, decidam o vosso futuro”.

Francisco lembrou ainda aos jovens que eles “podem melhorar o mundo” e salientou que a Igreja e a sociedade precisam deles, dos seus “sonhos e ideias”, para acabar com o imobilismo e “abrir caminhos” para um “mundo melhor, mais justo e menos cruel, e mais humano”.

As jornadas mundiais da juventude realizam-se de 22 a 27 de janeiro de 2019 no Panamá. As últimas foram em 2016, na Polónia. Até lá as jornadas são diocesana s e como a de 2019 sob temas marianos.

A jornada deste ano, a 32.ª, tem como tema “o todo-poderoso realizou grandes coisas em meu favor”.

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