Na Guiné-Bissau

Igreja católica preocupada com o tráfico de droga no país


 

Lusa/AO   Internacional   24 de Dez de 2007, 11:11

A igreja católica da Guiné-Bissau manifestou-se hoje preocupada com o tráfico de droga no país, que considerou um "assunto delicado" que tem prejudicado a imagem da Nação.
Numa nota dirigida aos fiéis pela ocasião do Natal, os dois únicos bispos da Guiné-Bissau -José Camnaté Na Bissign, de Bissau, e Carlos Zilli, de Bafatá - afirmaram que a questão da droga constitui para a Igreja "um problema particular e preocupação especial".

    A questão do tráfico de droga "é delicada, da qual se fala frequentemente mas para qual não se vêem ainda resultados palpáveis no combate concreto que lhe tem sido movido", afirmaram os prelados católicos.

    Os bispos guineenses consideram que o "negócio da droga" tem manchado a imagem da Guiné-Bissau, o que, sublinham, constitui uma "vergonha" para o país.

    "O narcotráfico é um negócio enganador e altamente nocivo", destacaram os bispos, exortando as autoridades guineenses e a comunidade internacional para que "passem das palavras aos actos", dentro da "legalidade mas com severidade" para combater o fenómeno.

    A acção repressiva preconizada pelos dois responsáveis da Igreja católica guineense visaria "os pequenos e grandes" que se enveredam "nesta pista ruinosa da Nação", lê-se ainda na mensagem.

    Os bispos guineenses consideram, por outro lado, que o país celebra o Natal num ambiente sócio-político e económico difícil, embora existam "alguns sinais positivos", nomeadamente a vontade de reconciliação entre as forças vivas da Nação.

    Dom Camnaté Na Bissign e Dom Carlos Zilli, este último de nacionalidade brasileira, apontaram os processos de reconciliação em curso entre os militares mas também a nível da sociedade civil, bem como a "evidência" da comunidade internacional em apoiar o país a "sair do fundo do poço em que ainda se encontra".
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