Hotelaria mantém em julho crescimento nos hóspedes, dormidas e proveitos

Hotelaria mantém em julho crescimento nos hóspedes, dormidas e proveitos

 

LUSA/AO online   Economia   15 de Set de 2014, 13:35

O número de hóspedes e dormidas e o valor dos proveitos da hotelaria portuguesa mantiveram em julho um crescimento homólogo "significativo", com subidas de 9,4% nos primeiros e de 10,7% nos proveitos, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE)

Segundo o INE, os estabelecimentos hoteleiros registaram 1,7 milhões de hóspedes e 5,8 milhões de dormidas, com as dormidas de residentes a apresentarem um aumento significativo (+15,4% face a +6,7% em junho), que contrastou com a desaceleração no crescimento das dormidas dos não residentes (+6,9% em julho e +9,3% em junho).

Dos principais mercados emissores, destaca-se o aumento das dormidas de residentes do Reino Unido, Espanha e França e, em sentido oposto, a redução observada no mercado alemão.

Já considerando o período acumulado de janeiro a julho 2014, com a exceção da Holanda, registaram-se crescimentos nos principais mercados emissores, incluindo o alemão, tendo-se destacado a Espanha com um aumento de 19,4%.

Relativamente aos proveitos, os valores totais aumentaram 10,7% e os de aposento 12,0% (+8,1% e +8,2%, respetivamente, em junho), somando 280,5 e 207,1 milhões de euros (+10,7% e +12,0% do que em julho de 2013).

Os acréscimos em julho foram superiores aos de junho (+8,1% e +8,2%, respetivamente), tal como sucedeu com as dormidas, mas ainda assim inferiores aos do período acumulado de janeiro a julho de 2014 (+11,8% e +12,6%, respetivamente, para proveitos totais e de aposento).

O Algarve apresentou os melhores resultados na evolução de ambos os indicadores, tendo correspondido a esta região 45% dos proveitos totais nacionais em julho (para 44,1% das dormidas).

No Alentejo, pelo contrário, o crescimento dos proveitos (cerca de 3% em ambas as variáveis) ficou bastante aquém da evolução observada nas dormidas (+12,1%), “indiciando o recurso a campanhas promocionais”.

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) foi de 48,9 euros em julho, uma subida de 8,4%, tendo-se observado aumentos em todas as regiões do Continente, exceto no Alentejo, e salientando-se o Norte (+11,6%).

De acordo com os dados do INE, em julho as dormidas em hotéis aumentaram 12,4% e representaram 59,5% do total, sendo que nos hotéis-apartamentos (+6,4%) o decréscimo de dormidas na categoria cinco estrelas foi compensado pelos resultados positivos das restantes.

Em julho, as dormidas aumentaram em todas as regiões do Continente, com destaque para o Norte (+14,7%) e Lisboa (+13,9%).

Já no Algarve (+9,6%), o crescimento foi inferior ao dos últimos meses (+13,0% em junho e +13,8% em maio), enquanto nas regiões autónomas os resultados foram decrescentes (-4,8% nos Açores e -1,0% na Madeira).

O Norte obteve uma quota de 10,1% nas dormidas totais em julho de 2014, aproximando-se da Madeira (11,6%).

Segundo o INE, as dormidas de residentes cresceram “significativamente” em todas as regiões do Continente, mas com maior impacto no Algarve (+22,2%), que foi o principal destino do mercado interno (43,6%).

Quanto às dormidas de não residentes observaram-se aumentos “expressivos” no Norte (+15,5%), em Lisboa (+14,0%) e no Alentejo (+13,6%), enquanto no Algarve o aumento da procura por parte de não residentes (+4,9%) desacelerou (+10,8% em junho), apesar de a região ter concentrado 44,4% das dormidas de não residentes.

Lisboa foi o segundo destino dos residentes no estrangeiro (23,8% das dormidas destes hóspedes).

Considerando os primeiros sete meses do ano, as dormidas totais cresceram em todas as regiões à exceção dos Açores (-0,6%), com o Alentejo a registar o maior aumento (+16,2%), seguido por Lisboa (+14,2%).

Em julho, a taxa líquida de ocupação-cama foi 60,0%, 3,0 p.p. superior à do mês homólogo de 2013, e de janeiro a julho de 2014 a taxa de ocupação foi 41,5% (+2,4 p.p.), com Lisboa e o Norte a registarem os maiores aumentos neste indicador (+5,5 p.p. e +4,2 p.p. respetivamente).

As regiões com níveis de ocupação mais elevados foram o Algarve (71,8%) e a Madeira (71,5%) e, por tipologia, destacaram-se os hotéis-apartamentos, com a taxa de ocupação-cama mais elevada (71,4%), em particular os de quatro estrelas (74,5%).

Os valores da estada média mantiveram-se estáveis em julho, nas 3,33 noites, tendo os aldeamentos turísticos e as pousadas apresentado acréscimos “assinaláveis” na estada média (+10,3% e +5,6%, respetivamente).

No acumulado de janeiro a julho, a estada média foi 2,85 noites (-0,7%).


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