Hospitais dos Açores apresentam até março plano para reduzir listas espera cirurgia

Hospitais dos Açores apresentam até março plano para reduzir listas espera cirurgia

 

Lusa/AO Online   Regional   18 de Jan de 2017, 10:53

Os três hospitais dos Açores devem apresentar, até 31 de março, um plano para otimizar os tempos cirúrgicos nos blocos operatórios tendo em vista a diminuição das listas de espera para cirurgia na região, foi hoje anunciado.

 

Este plano consta do relatório de monitorização do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia, delineado pela Secretaria Regional da Saúde.

Dados da Secretaria Regional da Saúde indicam que, a 31 de dezembro de 2016, estavam inscritos 9.745 utentes para cirurgias nos três hospitais do arquipélago.

No caso da maior unidade de saúde dos Açores, o Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, estavam inscritos para cirurgia 7.676 utentes, 1.347 no Hospital de Santo Espírito da ilha Terceira e, no Hospital da Horta, ilha do Faial, 722 pessoas.

Uma nota divulgada hoje pelo executivo dos Açores adianta que "o relatório de monitorização do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia, elaborado no âmbito dos procedimentos para a aplicação da portaria que cria este sistema, já deu entrada na Assembleia Legislativa", pelo que, "os hospitais do Serviço Regional de Saúde devem agora proceder à atualização das listas de espera cirúrgica".

Assim, "os hospitais devem ainda apresentar, até 31 de março, um plano de otimização dos tempos cirúrgicos nos blocos operatórios que resulte na diminuição dos tempos das listas de inscritos para cirurgia", refere a mesma nota.

O documento indica ainda que o secretário regional da Saúde "encarregou a Saudaçor de iniciar o processo de análise de mercado para implementar o Vale Saúde, desde o levantamento dos atos cirúrgicos, à resposta existente nos serviços públicos e privados".

O novo sistema visa "uma atualização e agilização das listas de inscritos para cirurgia dos hospitais da região", através de "uma gestão mais otimizada do bloco operatório e dos tempos cirúrgicos, de forma a diminuir os tempos de espera, garantindo maior fiabilidade da informação", explica a tutela.

Quando o hospital de origem do utente não tiver capacidade de resposta para efetuar a cirurgia, o utente pode ser transferido para outro hospital do Serviço Regional de Saúde que tenha disponibilidade, segundo o novo sistema integrado.

Em caso de "dificuldade de resposta entre hospitais da região é acionado o Vale Saúde, por ordem de prioridade da lista de inscritos".

Com esta portaria, que entrou em vigor a 01 de janeiro, "é também aprovado o novo modelo do Vale Saúde", que permite aos utentes "a realização da intervenção cirúrgica numa entidade prestadora".

O montante do Vale Saúde, segundo a portaria, corresponde ao valor do ato cirúrgico a realizar, acordado na convenção celebrada com as entidades prestadoras.

Para a aplicação deste modelo foi criada a Unidade Central de Gestão de Inscritos em Cirurgia dos Açores e as Unidades Periféricas de Gestão de Inscritos para Cirurgia, integrada na Saudaçor.

O executivo explica ainda que "compete a esta unidade, entre outras responsabilidades, selecionar os utentes a transferir, emitir e enviar os vales saúde e celebrar convenções com entidades privadas para a realização de cirurgias".

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