Homem que matou polícia e mulher em França era do Estado Islâmico


 

Lusa/AO Online   Internacional   14 de Jun de 2016, 07:51

A agência ligada à organização terrorista Estado Islâmico disse hoje que um dos seus "combatentes" esfaqueou um polícia francês até à morte num subúrbio de Paris, antes de ter sido morto numa operação policial.

"Um combatente do Estado Islâmico matou um vice-comandante da polícia da cidade de Les Mureaux, assim como a sua mulher com armas brancas perto de Paris”, escreveu a agência Amaq, citada pelo SITE, um grupo norte-americano, com sede em Washington, nos Estados Unidos.

O homem que esfaqueou um polícia até à morte e fez reféns a mulher e o filho da vítima na residência da família foi abatido numa operação da polícia de elite em Magnanville, um subúrbio do noroeste de Paris.

O polícia foi assassinado ao chegar a casa na segunda-feira, por volta das 21:00 locais (20:00 de Lisboa).

A polícia encontrou no interior da casa o cadáver de uma mulher e uma criança ilesa.

Na sua página de Internet, a agência Amaq refere que um “combatente” do Estado Islâmico cometeu o ataque, enquanto alguma imprensa francesa indica que o homicida se identificou como membro daquele grupo extremista durante a negociação com as forças de elite da polícia.

O atacante matou com nove facadas à porta da sua casa Jean-Baptiste Salvint, polícia de 42 anos, e fez reféns a mulher e o filho da vítima, no interior da residência, em Magnanville, localidade com cerca de 6.000 habitantes.

Pelas 00:00 (23:00 em Lisboa), equipas da polícia de elite francesa iniciaram o assalto e no final da intervenção informaram da morte da companheira do polícia, igualmente funcionária do Ministério do Interior.

O filho de ambos, de três anos, foi encontrado vivo, confirmou em comunicado o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, que hoje seguirá a investigação no terreno.

A estação BFM TV informou que a polícia mantinha na madrugada de hoje o gás e a eletricidade cortados na zona onde ocorreu o ataque e várias casas permaneciam vazias.

O Presidente de França, François Hollande, vai ter uma reunião hoje pelas 07:45 locais (06:45 em Lisboa) sobre o caso.

Em comunicado, o chefe de Estado francês prometeu que vão ser averiguadas as circunstâncias do “drama abominável, cuja investigação, sob a autoridade da justiça, determinará a sua natureza”.

O crime ocorreu sob o estado de emergência em vigor em França desde os atentados do Estado Islâmico, a 13 de novembro passado, que causaram 130 mortos em vários ataques simultâneos em Paris e arredores.

O duplo assassinato de segunda-feira ocorre dois dias depois de um indivíduo na cidade norte-americana de Orlando, que também disse atuar em nome do Estado Islâmico, ter assassinado 49 pessoas numa discoteca ‘gay’ naquele município do estado da Florida.

Em França realiza-se até 10 de julho o campeonato europeu de futebol, com dez cidades anfitriãs por todo o país e cerca de dois milhões de visitantes estrangeiros esperados.

Para hoje está programada uma grande manifestação em Paris e noutras cidades francesas contra a reforma laboral do Governo, com início às 13:00 locais (12:00 em Lisboa), atravessando a cidade de este a oeste.

O agente assassinado pertencia à esquadra próxima de Les Mureaux, onde era vice-comandante da polícia.

"Era um polícia simpático e tinha muito boa reputação”, disse ao Le Parisien um dos seus antigos colegas.


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