Homem mais rico da China confiante na permanência do Reino Unido na UE


 

Lusa/AO online   Internacional   24 de Fev de 2016, 10:19

Wang Jianlin, o presidente do conglomerado chinês Wanda Group, anunciou que vai instalar a sede europeia do grupo no Reino Unido, enfatizando assim a sua confiança na continuidade do país na União Europeia.

 

"Não penso que a Grã-Bretanha vá sair. Essa é a minha opinião. O Reino Unido tem sido sempre parte da Europa e não poderá sair por si mesmo", afirmou Wang, durante um discurso na Universidade de Oxford.

"Não ouçam os políticos - é fácil sair, mas muito mais difícil reentrar", sublinhou aquele que é considerado o homem mais rico da China, citado pelo jornal oficial China Daily.

Wang assinalou ainda que uma saída do espaço comunitário "dificultará a vinda de turistas chineses e afetará negativamente a economia do Reino Unido".

Fundado no final da década de 1980, o Wanda Group começou por se impor no setor imobiliário, mas nos últimos anos passou a investir também no cinema e no desporto.

Nos últimos anos, realizou vários investimentos sonantes na Europa, entre os quais a construção de um hotel e um complexo residencial em Londres, avaliados em 1,2 mil milhões de libras (mais de 1,5 mil milhões de euros).

No conjunto, o grupo emprega 1.200 pessoas no Reino Unido, mas Wang promete que em breve aquela cifra aumentará para 3.000, anunciado que está a negociar "um grande empreendimento comercial" no país.

Questionado sobre o abrandamento da economia chinesa, que cresceu em 2015 ao ritmo mais lento dos últimos 25 anos (6,9%), o empresário apontou que o "gigante" asiático atravessa um período de transição para um novo modelo económico.

"As indústrias tradicionais vivem um momento difícil, mas setores como o turismo, desporto e entretenimento oferecem oportunidades", explicou.

Até ao final desta década, Wang ambiciona tornar o grupo Wanda "num líder de classe mundial".

Por essa altura, afirmou, a empresa espera somar ativos no valor de 200.000 milhões de dólares, uma capitalização bolsista no mesmo valor, receitas de 100.000 milhões e resultados líquidos de 10.000 milhões.

No ano passado, o grupo com sede em Dalian, no nordeste da China, anunciou um aumento de quase 20% das receitas para 290,16 mil milhões de yuan (44 mil milhões de euros).


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