"Homem-aranha" que roubou um Picasso em 2010 condenado


 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   20 de Fev de 2017, 17:13

Um ladrão conhecido como "Homem-aranha" foi condenado a oito anos de prisão por um roubo realizado em 2010 ao Museu de Arte Moderna de Paris e que envolveu, entre outras obras, um quadro do espanhol Pablo Picasso.

Conhecido pelas autoridades devido à sua habilidade de trepar muros e paredes, Vjéran Tomic “Spiderman” (“Homem-aranha”, em português) confessou a autoria do assalto durante a sua detenção em 2011.

Os seus dois cúmplices foram condenados também hoje a penas de sete e seis anos de prisão.

Os réus foram igualmente condenados a pagar uma indemnização de 104 milhões de euros às autoridades municipais de Paris, proprietárias do museu e dos quadros roubados.

Durante o julgamento, não foi possível determinar o paradeiro das obras roubadas.

Segundo um dos cúmplices, as obras foram destruídas, uma versão rejeitada pelos outros membros envolvidos no assalto e pelos investigadores policiais.

Francês de origem croata, Vjéran Tomic, de 49 anos, roubou do Museu de Arte Moderna de Paris cinco obras de arte de Matisse, Picasso, Braque, Léger e Modigliani.

Segundo ficou provado durante o julgamento, o assalto foi encomendado por Jean-Michel Corvez, um antiquário de 55 anos, e o objetivo seria roubar a obra de Léger "Nature morte aux chandeliers".

Mas, perante a facilidade de entrar no edifício do museu – protegido por sistemas de vigilância obsoletos –, o “Homem-aranha” decidiu ser audacioso e acabou para levar cinco obras avaliadas em cem milhões de euros.

Para preparar o golpe, Vjéran Tomic visitou por seis ocasiões as instalações do museu parisiense.

Na madrugada de 20 de maio de 2010, o ladrão trepou até uma janela e entrou no edifício do museu. Deslocou-se mais do que uma vez ao automóvel que tinha estacionado numa margem do rio Sena, sem nunca ter sido visto pelos guardas, que só descobriram o roubo na manhã seguinte.

A investigação sobre o assalto foi infrutífera durante vários meses. Em novembro desse ano, um telefonema anónimo associou o assalto a Vjéran Tomic, que já era conhecido da polícia por outros assaltos com as mesmas características.

Vjéran Tomic e Jean-Michel Corvez seriam detidos a 14 de maio de 2011.

O outro cúmplice envolvido neste caso é Yonathan Birn, um amigo de Corvez especialista em relógios antigos que escondeu as obras na sua casa, à exceção do Modigliani, que guardou num cofre de um banco.

Birn assegurou durante o julgamento que destruiu todas as obras.

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