Hollande promete resposta a "horror do terrorismo"

Hollande promete resposta a "horror do terrorismo"

 

Lusa/AO Online   Internacional   15 de Jul de 2016, 08:27

O presidente francês, François Hollande, prometeu hoje uma resposta forte ao "horror do terrorismo" após o atentado de Nice na quinta-feira, que fez pelo menos 77 mortos, e anunciou um alargamento do estado de emergência no país por três meses.

Numa declaração ao país, em Paris, François Hollande disse que o atentado cometido em Nice causou pelo menos 77 mortos, "incluindo várias crianças", e 20 feridos em estado crítico entre uma multidão que estava a celebrar o Dia da Bastilha (o dia nacional de França) e que foi visada apenas "com o interesse de massacrar e matar".

"A França está profundamente afetada por esta nova tragédia. Está horrificada pelo que acaba de ocorrer. Um ato monstruoso de usar um camião para deliberadamente matar dezenas de pessoas que estavam apenas a celebrar o 14 de Julho", afirmou.

"Este ataque terrorista é uma vez mais um ato muito violento e é claro que temos de fazer tudo para combater o horror do terrorismo", disse.

Hollande insistiu que "é França no seu todo que está a ser ameaçada por terrorismo islâmico".

"Nestas circunstâncias, temos de mostrar a nossa absoluta vigilância e determinação. Muitas medidas já foram tomadas, reforçadas, mas como estamos no meio do verão, precisamos de reforçar o nosso nível de proteção", disse.

Nesse sentido, afirmou que, e sob proposta do primeiro-ministro e dos ministros do Interior e da Defesa, se vai manter a operacionalidade das forças de segurança "no nível mais elevado".

Isso permite mobilizar forças de reserva e mais de 10 mil soldados, explicou.

Hollande acrescentou que o estado de emergência decretado desde os atentados de Paris de novembro de 2015, "que deveria acabar a 22 de julho, vai ser alargado durante três meses" e que todos os recursos estão a ser mobilizados para apoiar as vítimas e investigar o ataque em Nice.

O presidente visitará Nice depois de uma reunião hoje de manhã do Conselho de Defesa, "para apoiar a cidade, os oficiais e para mobilizar todos os recursos necessários".

Hollande disse que, para já, as autoridades desconhecem se o condutor do camião atuou sozinho ou se tem cúmplices.

"Estamos a fazer tudo para identificar o indivíduo e encontrar possíveis cúmplices", disse.

O presidente francês recordou os ataques em janeiro e novembro do ano passado em Paris e sublinhou que França foi atacada no dia 14 de julho, "símbolo da liberdade", e visada por "fanáticos que visivelmente tornaram o país no seu alvo.

"Quero apresentar em nome da nação a nossa solidariedade com as vítimas e as suas famílias. Todos os nossos recursos estão a ser destacados para ajudar os feridos, todos os hospitais estão mobilizados", disse.

Um homem residente em Nice, franco-tunisino e com 31 anos - segundo a imprensa local - foi abatido pela polícia depois de conduzir um camião contra a multidão que estava a ver os festejos do Dia das Bastilha na avenida marginal de Nice.

O balanço provisório do atentado é de pelo menos 77 mortos e mais de uma centena de feridos. Armas e granadas foram encontradas dentro do camião, segundo as autoridades locais.


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